terça-feira, 16 de abril de 2013

Poesia da Primavera

Cai, lentamente ela cai.
Tão frágil e cheia de vida...
Mas, tão inesperada e surpreendentemente,
Ela cai.
Branca. Rosa. Vermelha.

Mas volto o olhar,
Logo ali.
Sim, logo ali vejo outra
A nascer.
A aparecer neste mundo,
Naquele mundo.
Trazendo sua cor,
Sua beleza,
Sua particularidade.
Seu remédio,
Seu fascínio.

Primavera.
Primavera da minha alma,
Que há tempos secava no árido inverno.
Que jazia no frio da solidão,
Hibernando saudade...
Hoje, marca o início de sua estação.

Cores, perfumes e sabores.
Brilhos, formas e saúde.
Brisa dos ventos de mudança,
Das nuvens estranhas...
Leve meus alentos, meus lamúrios em versos.

Ergue-se!


Versos em prosa.
Versos em rima.
Primavera em poesia.

Loretta di Fiori.

Meu passado, Meu presente, Meu passado

Sentimentos não são assim, tão fáceis de serem mudados.
Mudam-se os tempos, mudam-se as formas.
As cores desbotam.
As forças se esgotam.
O passado, em seu presente, é futuro.
E o futuro hoje, é presente,
Mesmo quando fora passado.

Mas o que importa?
Trago as dores,
As lembranças,
As sensações,
Os pensamentos,
As saudades.
Passado.
Presente.

O que passou, ficou ainda hoje.
Não muda-se assim, tão facilmente.
O que foi escrito ontem,
Não mudou,
Se transformou,
Acrescentando-se novas vivências,
Novas perspectivas.
Mas ainda não mudou.
Presente.
Passado.

Aos vinte e poucos anos,
O que esperar?
Do passado, lições.
Do passado, o meu presente.
Que é um presente.
Um inesperado.
Pois no meu passado,
Nunca sonhei com este presente,
Recebido de presente.

Meu passado.
Meu presente.
Quem sabe, meu futuro!


Loretta di Fiori.