quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Ah, Vida!

O pior da vida é não saber vivê-la, apenas.
É não falar a verdade quando esta grita dentro da gente, atormentando-nos a consciência.
É buscar a felicidade nos outros, nas coisas do mundo, quando sabe-se que felicidade se instala primeiro dentro da gente e que, do contrário, tudo fica por um fio.
É complicar as situações quando sabemos que o tempo é precioso e curto demais para se deixar ir.
É sentar-se e esperar a vida passar, quando ainda não entendemos que somos nós mesmos que passamos por ela.
É não ajudar o mundo quando achamos que somos invencíveis e autossuficientes, esquecendo que somos tão frágeis, quanto muralhas de areia.
É não amar o outro quando tudo o que queremos é ser amados.
É valorizar quando não mais se tem.
É se irritar, julgar, machucar, não demonstrar, é preferir chorar a sorrir, ter pesadelos a sonhar, deixar de acreditar...

Por isso cante, dance, escute-se!
Escute o mundo; mude,e em alguns momentos fique mudo!
Perca às vezes, para quando ganhar, ser mais doce a vitória.
Sorria, abrace, mas antes de tudo se abrace.
Corra, se não alcançar, espere, ainda não é a hora.
Prepare-se para as oportunidades todas que a vida te dá das melhores formas:
Nas inesperadas surpresas das ações e reações,
Na simples certeza de que ela ficará melhor.

Mister Steiner

Uma prosa para deixar ir

Na verdade, nunca fui boa em despedidas. Aquele momento que o céu parece romper-se e fazer-se chão enquanto que o próprio chão desmorona sob os pés, desesperados.
Mas comecei a pensar: não são apenas aqueles momentos que todo mortal reluta em estar. Mas são também, pequenas coisas na vida cotidiana que levam- nos a nos despedir.
Nos despedimos da troca de olhares quando esbarramos com alguém, em algum lugar. Nos despedimos do sol quando olhamos para o céu laranjado, que anuncia sua partida. Ele anuncia! Mas tantas outras coisa não o fazem. E deveriam?
Se realmente tivéssemos as anunciações das coisas e pessoas que se vão, alguma coisa poderia mudar?
"Ah, desisto", é o que alguém exclama por simplesmente não ter conseguido o que queria.
"Não adianta, larga mão", é o que muitos lamuriam depois de murmurarem contra sua sina.
Deixamos ir o que deveríamos manter e insistimos no que deveríamos dar adeus.
Quando se despedes de alguém, não dá uma vontade de ficar mais? De suplicar "fique", mesmo que com os olhos?
Quando choras a saudade...e a escondes com um "estou feliz por você", na verdade, é você deixar ir o orgulho. Esquece-se de você mesmo quando deixas alguém ser feliz, mesmo que após uma despedida.
Mesmo na última cena, tocas as mãos frias de alguém ali, imóvel, e imaginas que também deve deixá-lo ir. Mesmo que doa!
Algumas despedidas nos fazem sofrer mais que outras. Nos arrancam parte nossa e levam junto! Isso é maravilhoso, mesmo que pareça sofrimento. Porque do mesmo modo que sentes, certamente alguém também sente, ali, do outro lado.
Olhe para o céu. Procure a estrela que sempre está ali, brilhando para você. Dê um nome a ela, e despeça-se quando amanhecer. Ela pode não aparecer no próximo luar.

Loretta di Fiori,

Já Mudaste o Mundo de Alguém?

Chegou a abrir a porta para alguma dama passar?
Já entendeu as limitações das pessoas que ama?
Já se pegou sorrindo de lado ao pensar em alguém?
Espalhou sorrisos quando chegou a algum lugar?
Já disse muitos elogios?
Já sacrificou algum compromisso teu para ir abraçar alguém?
Já se pegou fazendo preces pelas pessoas que viste naquele dia?
Chegou a ajudar alguma senhora, com suas compras?
Caminhou ao lado de alguém?
Já doou seu tempo de sono a alguém que precisava de você?
Chorou sozinho a dor de alguém?
Mandou flores no último aniversário?
Fez uma serenata naquela noite de Luar?
Já enviou uma música para alguém?
Já fez palhaçada para alguém triste sorrir?
Já deste o nome de alguém a uma estrela?
Inventou teorias para consolar um amigo?
Parou o carro para um adolescente atravessar a rua, mesmo ele estando errado?
Fez surpresas?
Escreveu bilhete e deixou debaixo da xícara de alguém?
Já jogou uma garrafa no mar com alguma coisa importante para você, dentro?
Já contou de histórias que leu em livros, de forma real?
Já ligou por saudade?
Já chegou atrasado na última festa de família, mas todos se alegraram?
Já visitou órfãos?
Já doou suas roupas de inverno a alguém?

Você mudou o mundo de alguém, nessa vida?

Loretta di Fiori.