Não.
Mas por que não?
Porque não!
Compreende?
Ainda não!
Mas, quando é não,
É não!
Não questione.
Sim!
Sim?
Como assim, se eu disse não?
Sim, você disse não, mas...
Mas nada! Não e ponto.
Então, sim, claro. Mas é que...
Sem sim. É não. Não sim!
Sim!
Não!
Sim, sim. Eu sei que é não.
Não parece que entendeu.
O não não é sim. E sim, não.
Agora falou sim?
Não!
Sim, sim!
Não, eu disse sim, porque....
Nada disso! Foi sim, sim!
Não!
(...)
Loretta.
sexta-feira, 15 de julho de 2016
O que não se vê
A árvore está ali,
Frondosa em pleno inverno.
Enquanto tantas outras secaram-se,
Mantém suas flores a encantar
Os olhos de quem passa.
Não vêem que há vida em seu interior.
Não enxergam as seivas que fluem
Dos pontos mais remotos...de uma extremidade a outra para alimentá-la.
Vida invisível?
De lá que vêm as cores.
De baixo que mantém-se em pé.
O que todos vêem é resultado
De seus invernos passados.
Sem eles, não viveria.
Sem eles, jamais floresceria.
Mas, como muitas, morreria seca sua raiz
E no chão, ali ficaria até ser esquecida.
Vivaria tronco,
Serviria de apoio.
Mas beleza ali, não mais haveria.
Apenas histórias...
De pretéritos perfeitos e de outros,
De nada perfeitos, que vieram a tornar-se imperfeitos.
Mas apenas história.
Talvez seja esse o destino dessas...
Servir para ser regada pelas crianças
Que esperam crescer e junto delas,
A árvore que plantaram.
Muitas sobrevivem mesmo quando
Quem delas cuidou e regou se vão.
Outras, não aguentam pensar na solidão
E vão-se antes do tempo!
Ah!
Viram história.
Sorrisos de um sertão.
Outras, são apenas para admiração.
Não sabe-se quem as regou,
Mas distantes, contemplam-na.
Virarão história, claro que sim!
Mas não pretéritas e sim, futuras.
Quandi voltarem para suas casas, delas falarão,
Ou ainda, as terão em fotografias!
Ah!
Que bela recordação!
E ninguém viu a vida que havia ali,
Dentro delas.
Mas todos reconheciam que era aquilo
Que as tornariam histórias!
Belas e frondosas histórias.
Loretta di Fiori
Frondosa em pleno inverno.
Enquanto tantas outras secaram-se,
Mantém suas flores a encantar
Os olhos de quem passa.
Não vêem que há vida em seu interior.
Não enxergam as seivas que fluem
Dos pontos mais remotos...de uma extremidade a outra para alimentá-la.
Vida invisível?
De lá que vêm as cores.
De baixo que mantém-se em pé.
O que todos vêem é resultado
De seus invernos passados.
Sem eles, não viveria.
Sem eles, jamais floresceria.
Mas, como muitas, morreria seca sua raiz
E no chão, ali ficaria até ser esquecida.
Vivaria tronco,
Serviria de apoio.
Mas beleza ali, não mais haveria.
Apenas histórias...
De pretéritos perfeitos e de outros,
De nada perfeitos, que vieram a tornar-se imperfeitos.
Mas apenas história.
Talvez seja esse o destino dessas...
Servir para ser regada pelas crianças
Que esperam crescer e junto delas,
A árvore que plantaram.
Muitas sobrevivem mesmo quando
Quem delas cuidou e regou se vão.
Outras, não aguentam pensar na solidão
E vão-se antes do tempo!
Ah!
Viram história.
Sorrisos de um sertão.
Outras, são apenas para admiração.
Não sabe-se quem as regou,
Mas distantes, contemplam-na.
Virarão história, claro que sim!
Mas não pretéritas e sim, futuras.
Quandi voltarem para suas casas, delas falarão,
Ou ainda, as terão em fotografias!
Ah!
Que bela recordação!
E ninguém viu a vida que havia ali,
Dentro delas.
Mas todos reconheciam que era aquilo
Que as tornariam histórias!
Belas e frondosas histórias.
Loretta di Fiori
domingo, 10 de julho de 2016
Vasto Espaço
Era uma saudade,
Um vazio transcendente!
Um espaço que não podia ser preenchido.
Vasto espaço...
Cosmos interior,
Constelação de Memórias,
Recordação!
Vasto espaço.
Não fora rompido,
Pois nunca houvera como.
Não fora desfeito,
Pois nunca existira.
Mas mesmo assim,
Doía...
A efêmera sensação
Já o pusera na vastidão
Deste espaço tempo
Que, de tão vago,
Deixa lapso de luz
Como se houvesse o que projetar!
E não há!
Não houve,
Jamais haverá!
Eclipse lunar
Lá de cima,
Tão aqui dentro,
Vazio neste espaço,
Ausente neste tempo.
Fora desfeito
Sem nunca se haver feito
Nem sequer ter sido suspeito
De sua sutil existência.
Loretta di Fiori.
Um vazio transcendente!
Um espaço que não podia ser preenchido.
Vasto espaço...
Cosmos interior,
Constelação de Memórias,
Recordação!
Vasto espaço.
Não fora rompido,
Pois nunca houvera como.
Não fora desfeito,
Pois nunca existira.
Mas mesmo assim,
Doía...
A efêmera sensação
Já o pusera na vastidão
Deste espaço tempo
Que, de tão vago,
Deixa lapso de luz
Como se houvesse o que projetar!
E não há!
Não houve,
Jamais haverá!
Eclipse lunar
Lá de cima,
Tão aqui dentro,
Vazio neste espaço,
Ausente neste tempo.
Fora desfeito
Sem nunca se haver feito
Nem sequer ter sido suspeito
De sua sutil existência.
Loretta di Fiori.
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