Tanta escrita.
Pouca fala.
Tanta poesia,
Pouco desprezo.
Tanta prosa,
Pouco devaneio.
Escreve e lê.
Pinta e colore.
Canta e sussurra.
Tantas letras,
Poucas palavras.
Tantas, tantas!
De gestos, cria rima.
De falares, pinta um quadro.
De alguém, cria prosa.
De mim, cria encantos.
Com tantas letras,
Não lhe falta inteligência.
Com tantos amores,
Não lhe falta flores.
Já viu,
Já partiu.
Já viveu,
Muito virá.
Pouco ficou.
Com risos,
Com lembranças,
Com saudade,
Pouco se alcança.
Mudou.
Ficou.
Criou e recriou.
Fez e tornou a fazer.
Está.
Fique.
Não vá.
De tanto escrever,
Pouco se vê.
Mas grande é o querer
Desta alma,
Desta história,
Desta rima,
Desta forma
Que fiz
Para você!
Loretta di Fiori.
sexta-feira, 31 de maio de 2013
Os dois lados
O lado escuro da lua,
O lado branco e brilhoso que vemos todos os dias.
O lado calmo do mar,
O lado furioso de suas ondas gigantes.
O lado das flores,
O lado do deserto.
O inverno,
A primavera.
O outono,
O verão.
Você,
Eu.
O lado feliz dos sorrisos inesperados,
O lado que só aparece para disfarçar uma lágrima.
O lado das lágrimas de felicidade,
O lado molhado da tristeza que elas expressam.
Que lado você quer?
Que lado você vê?
O que você prefere?
Sua vida, minha vida,
Nossa vida de repente se cruza,
E de repente se vai.
Passamos um de cada lado,
Sempre em paralelo.
Sabe qual a diferença?
Você estava no lado branco,
E eu, no lado negro.
Sim, pois nossas vidas
Jamais compartilharão do mesmo lado.
Loretta di Fiori.
O lado branco e brilhoso que vemos todos os dias.
O lado calmo do mar,
O lado furioso de suas ondas gigantes.
O lado das flores,
O lado do deserto.
O inverno,
A primavera.
O outono,
O verão.
Você,
Eu.
O lado feliz dos sorrisos inesperados,
O lado que só aparece para disfarçar uma lágrima.
O lado das lágrimas de felicidade,
O lado molhado da tristeza que elas expressam.
Que lado você quer?
Que lado você vê?
O que você prefere?
Sua vida, minha vida,
Nossa vida de repente se cruza,
E de repente se vai.
Passamos um de cada lado,
Sempre em paralelo.
Sabe qual a diferença?
Você estava no lado branco,
E eu, no lado negro.
Sim, pois nossas vidas
Jamais compartilharão do mesmo lado.
Loretta di Fiori.
quinta-feira, 30 de maio de 2013
Quatro Estações
Quando as flores nascem,
Tão lindas, que perfumam qualquer lugar.
Quando suas cores alegram meu dia,
Quando a brisa toca e o sol me ilumina,
Sinto o frescor,
Sinto o amor,
Sinto a primavera renascer em meu ser.
Quando o sol aparece,
Quando o brilho é mais intenso.
Quando quero voar,
Quando quero sorrir,
Me vejo, me sinto.
Me perco, me encontro.
As noites são quentes,
São intensas e coloridas.
É o meu verão,
Minha estação.
Mas há um momento em meu ser,
Que as cores começam a desaparecer.
Que as flores, lindas flores,
Começam a cair.
Se despedem de mim,
Me dão adeus,
Partem para bem distante.
O colorido de repente,
É marcado por cinza.
Cimento. Calçada. Ruas da vida.
Becos sem saída,
Fim da estrada.
É o outono dizendo que meu inverno
Está se aproximando.
Enfim, minha tão temida estação ressurge.
Aqui, só há frio.
Aqui, só há solidão.
Não há cores, não há carinho.
Não há sentido, não há brilho.
A lua mostra suas marcas,
Me dizendo do que ainda terei de passar.
As árvores estão secas,
Sem esperança parecem estar.
Os ventos cortam meu rosto,
Marcado pelo tempo,
Carregando cicatrizes do inverno passado.
Curando dores da estação passada.
Oh inverno!
Tão seco, tão sombrio.
Tão frio, tão distante.
Todos parecem estar como você.
Todos parecem se sentir como eu.
Mas não. Estão todos bem.
Ficarão todos bem.
Afinal, vai passar.
Logo, minha primavera vai chegar.
A estação das cores,
Dos sentidos e emoções.
Eu quero que vá?
Não, fique.
Está bom assim...
Já me acostumei.
Fique.
Loretta di Fiori.
Tão lindas, que perfumam qualquer lugar.
Quando suas cores alegram meu dia,
Quando a brisa toca e o sol me ilumina,
Sinto o frescor,
Sinto o amor,
Sinto a primavera renascer em meu ser.
Quando o sol aparece,
Quando o brilho é mais intenso.
Quando quero voar,
Quando quero sorrir,
Me vejo, me sinto.
Me perco, me encontro.
As noites são quentes,
São intensas e coloridas.
É o meu verão,
Minha estação.
Mas há um momento em meu ser,
Que as cores começam a desaparecer.
Que as flores, lindas flores,
Começam a cair.
Se despedem de mim,
Me dão adeus,
Partem para bem distante.
O colorido de repente,
É marcado por cinza.
Cimento. Calçada. Ruas da vida.
Becos sem saída,
Fim da estrada.
É o outono dizendo que meu inverno
Está se aproximando.
Enfim, minha tão temida estação ressurge.
Aqui, só há frio.
Aqui, só há solidão.
Não há cores, não há carinho.
Não há sentido, não há brilho.
A lua mostra suas marcas,
Me dizendo do que ainda terei de passar.
As árvores estão secas,
Sem esperança parecem estar.
Os ventos cortam meu rosto,
Marcado pelo tempo,
Carregando cicatrizes do inverno passado.
Curando dores da estação passada.
Oh inverno!
Tão seco, tão sombrio.
Tão frio, tão distante.
Todos parecem estar como você.
Todos parecem se sentir como eu.
Mas não. Estão todos bem.
Ficarão todos bem.
Afinal, vai passar.
Logo, minha primavera vai chegar.
A estação das cores,
Dos sentidos e emoções.
Eu quero que vá?
Não, fique.
Está bom assim...
Já me acostumei.
Fique.
Loretta di Fiori.
Valsa do Adeus
Girando, girando, girando.
Hora de parar.
Tudo continua girando.
As estrelas estão em movimento,
A lua está se exibindo tão de perto.
As ondas estão agitadas,
As areias da praia, tão inquietas.
De repente, o silêncio.
A brisa tocando o rosto,
Me fazendo lembrar.
Mas quero continuar girando,
Assim, as coisas não têm sentido mesmo.
Quando estão inertes, me preocupam.
Vejo o brilho tão ofuscado.
Vejo os sons tão silenciosos.
Vejo os sorrisos tão fechados.
As saudades apareceram,
As cores cederam seu encanto
Aos frios preto e branco.
A minha tela está vazia.
Meus pincéis estão limpos.
O meu piano está aberto,
Mas não consigo tocar nenhum acorde.
Os meus olhos estão fechados,
Mas não consigo deixar de te ver.
Os meus escritos estão sem rima,
Mas não sei parar de escrever.
A minha valsa está desafinada,
Mas não me importo.
A minha vida está sem você,
Mas não é o fim.
Girando, girando, girando...
Talvez isso passe.
Silêncio!
Não! Não vai passar.
Terei de parar de girar.
Terei de ver o céu parado.
Terei de ver as coisas sem brilho.
Terei de viver.
Só mais uma vez,
Só mais uma...
Até essa minha valsa, dar adeus!
Se foi?
Adeus!
Loretta di Fiori.
Hora de parar.
Tudo continua girando.
As estrelas estão em movimento,
A lua está se exibindo tão de perto.
As ondas estão agitadas,
As areias da praia, tão inquietas.
De repente, o silêncio.
A brisa tocando o rosto,
Me fazendo lembrar.
Mas quero continuar girando,
Assim, as coisas não têm sentido mesmo.
Quando estão inertes, me preocupam.
Vejo o brilho tão ofuscado.
Vejo os sons tão silenciosos.
Vejo os sorrisos tão fechados.
As saudades apareceram,
As cores cederam seu encanto
Aos frios preto e branco.
A minha tela está vazia.
Meus pincéis estão limpos.
O meu piano está aberto,
Mas não consigo tocar nenhum acorde.
Os meus olhos estão fechados,
Mas não consigo deixar de te ver.
Os meus escritos estão sem rima,
Mas não sei parar de escrever.
A minha valsa está desafinada,
Mas não me importo.
A minha vida está sem você,
Mas não é o fim.
Girando, girando, girando...
Talvez isso passe.
Silêncio!
Não! Não vai passar.
Terei de parar de girar.
Terei de ver o céu parado.
Terei de ver as coisas sem brilho.
Terei de viver.
Só mais uma vez,
Só mais uma...
Até essa minha valsa, dar adeus!
Se foi?
Adeus!
Loretta di Fiori.
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