quinta-feira, 30 de maio de 2013

Quatro Estações

Quando as flores nascem,
Tão lindas, que perfumam qualquer lugar.
Quando suas cores alegram meu dia,
Quando a brisa toca e o sol me ilumina,
Sinto o frescor,
Sinto o amor,
Sinto a primavera renascer em meu ser.

Quando o sol aparece,
Quando o brilho é mais intenso.
Quando quero voar,
Quando quero sorrir,
Me vejo, me sinto.
Me perco, me encontro.
As noites são quentes,
São intensas e coloridas.
É o meu verão,
Minha estação.

Mas há um momento em meu ser,
Que as cores começam a desaparecer.
Que as flores, lindas flores,
Começam a cair.
Se despedem de mim,
Me dão adeus,
Partem para bem distante.
O colorido de repente,
É marcado por cinza.
Cimento. Calçada. Ruas da vida.
Becos sem saída,
Fim da estrada.
É o outono dizendo que meu inverno
Está se aproximando.

Enfim, minha tão temida estação ressurge.
Aqui, só há frio.
Aqui, só há solidão.
Não há cores, não há carinho.
Não há sentido, não há brilho.
A lua mostra suas marcas,
Me dizendo do que ainda terei de passar.
As árvores estão secas,
Sem esperança parecem estar.
Os ventos cortam meu rosto,
Marcado pelo tempo,
Carregando cicatrizes do inverno passado.
Curando dores da estação passada.

Oh inverno!
Tão seco, tão sombrio.
Tão frio, tão distante.
Todos parecem estar como você.
Todos parecem se sentir como eu.
Mas não. Estão todos bem.
Ficarão todos bem.
Afinal, vai passar.
Logo, minha primavera vai chegar.
A estação das cores,
Dos sentidos e emoções.

Eu quero que vá?
Não, fique.
Está bom assim...
Já me acostumei.
Fique.


Loretta di Fiori.

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