quinta-feira, 30 de maio de 2013

Valsa do Adeus

Girando, girando, girando.
Hora de parar.
Tudo continua girando.
As estrelas estão em movimento,
A lua está se exibindo tão de perto.
As ondas estão agitadas,
As areias da praia, tão inquietas.

De repente, o silêncio.
A brisa tocando o rosto,
Me fazendo lembrar.
Mas quero continuar girando,
Assim, as coisas não têm sentido mesmo.
Quando estão inertes, me preocupam.

Vejo o brilho tão ofuscado.
Vejo os sons tão silenciosos.
Vejo os sorrisos tão fechados.
As saudades apareceram,
As cores cederam seu encanto
Aos frios preto e branco.

A minha tela está vazia.
Meus pincéis estão limpos.
O meu piano está aberto,
Mas não consigo tocar nenhum acorde.
Os meus olhos estão fechados,
Mas não consigo deixar de te ver.
Os meus escritos estão sem rima,
Mas não sei parar de escrever.
A minha valsa está desafinada,
Mas não me importo.
A minha vida está sem você,
Mas não é o fim.

Girando, girando, girando...
Talvez isso passe.
Silêncio!
Não! Não vai passar.

Terei de parar de girar.
Terei de ver o céu parado.
Terei de ver as coisas sem brilho.
Terei de viver.

Só mais uma vez,
Só mais uma...
Até essa minha valsa, dar adeus!
Se foi?
Adeus!


Loretta di Fiori.

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