Seu dia fora passado como os demais.
Não vira nada que lhe fosse peculiar...
Olhava o movimento das curvas,
Nada a declarar.
Percebia cada som que
Não entoava nova música,
Apenas velha...
Se andasse mais um pouco,
Notaria que nada estava diferente.
Não que houvesse falta de cor
Ou de cantos,
Mas que estava tudo ali,
Não havia nada a mudar!
Então, como a Terra
Rotaciona,
Seus pensamentos
Lhe foram tal direção...
Um misto de vontades e emoções.
Medos e decepções,
Preencheram o coração
Daquele ser.
E com o fim de seu dia,
Seu Sol se despedia...
Era belo e saudoso seu espetáculo!
Roubou então, sua atenção
E os seus olhos se apaixonaram
Por aquelas cores
Que desenhavam o fundo deles, enquanto cintilavam!
Sim, ficou ali por um breve tempo,
Parado. Estagnado.
Nada lhe distraía...
Pois dali, obteve inspiração
Para voltar ao seu dia
E fazer dele,
A sua tela
Enquanto vestia-se de artista!
Loretta di Fiori.
terça-feira, 26 de maio de 2015
quinta-feira, 14 de maio de 2015
Rapsódia sob um tema famoso
Hoje parei por alguns instantes
Meu olhar e o fixei em algumas pessoas.
Pessoas tais que não conhecia,
Jamais vira.
Porém, faziam tudo sem mistério
Nem medo ou vergonha.
Cingiam seus olhares de
Amor e destilavam sorrisos
Umas às outras.
Sem medo do que poderia vir depois,
Se entregavam à magia do momento.
Caminhavam contra o vento
E dançavam em seu compasso
Sem tropeçar.
Em instantes roubaram minha atenção.
E dava para notar naquela canção
Que pareciam tão felizes...
Sem se importar.
Mas deveriam?
O que é a vida?
São compassos de segundas
Terças e quintas.
Ora com rallentandos ora com pausas.
Mas não deixam nunca de fazer música!
São palavras que movem as pessoas.
Elogios, críticas, desprezos e mentiras
Que podem arruinar ou alimentar uma vida.
Porque tudo isso pode preencher o vazio de um momento
E ao mesmo tempo,
Abrir um buraco que permanecerá até o fim da eternidade.
Olhares, gestos, carinhos, palavras...
Tudo pode passar.
Mas o que eles fazem
E trazem
No máximo,
Ficam na memória.
E de lá,
Ninguém os pode tirar.
Porque as pessoas sentirem,
Amarem, odiarem
Faz parte do ser o que nascemos para ser.
E por que então, não colorir os momentos
E enfeitar os sentimentos?
Loretta di Fiori.
Meu olhar e o fixei em algumas pessoas.
Pessoas tais que não conhecia,
Jamais vira.
Porém, faziam tudo sem mistério
Nem medo ou vergonha.
Cingiam seus olhares de
Amor e destilavam sorrisos
Umas às outras.
Sem medo do que poderia vir depois,
Se entregavam à magia do momento.
Caminhavam contra o vento
E dançavam em seu compasso
Sem tropeçar.
Em instantes roubaram minha atenção.
E dava para notar naquela canção
Que pareciam tão felizes...
Sem se importar.
Mas deveriam?
O que é a vida?
São compassos de segundas
Terças e quintas.
Ora com rallentandos ora com pausas.
Mas não deixam nunca de fazer música!
São palavras que movem as pessoas.
Elogios, críticas, desprezos e mentiras
Que podem arruinar ou alimentar uma vida.
Porque tudo isso pode preencher o vazio de um momento
E ao mesmo tempo,
Abrir um buraco que permanecerá até o fim da eternidade.
Olhares, gestos, carinhos, palavras...
Tudo pode passar.
Mas o que eles fazem
E trazem
No máximo,
Ficam na memória.
E de lá,
Ninguém os pode tirar.
Porque as pessoas sentirem,
Amarem, odiarem
Faz parte do ser o que nascemos para ser.
E por que então, não colorir os momentos
E enfeitar os sentimentos?
Loretta di Fiori.
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