Seu dia fora passado como os demais.
Não vira nada que lhe fosse peculiar...
Olhava o movimento das curvas,
Nada a declarar.
Percebia cada som que
Não entoava nova música,
Apenas velha...
Se andasse mais um pouco,
Notaria que nada estava diferente.
Não que houvesse falta de cor
Ou de cantos,
Mas que estava tudo ali,
Não havia nada a mudar!
Então, como a Terra
Rotaciona,
Seus pensamentos
Lhe foram tal direção...
Um misto de vontades e emoções.
Medos e decepções,
Preencheram o coração
Daquele ser.
E com o fim de seu dia,
Seu Sol se despedia...
Era belo e saudoso seu espetáculo!
Roubou então, sua atenção
E os seus olhos se apaixonaram
Por aquelas cores
Que desenhavam o fundo deles, enquanto cintilavam!
Sim, ficou ali por um breve tempo,
Parado. Estagnado.
Nada lhe distraía...
Pois dali, obteve inspiração
Para voltar ao seu dia
E fazer dele,
A sua tela
Enquanto vestia-se de artista!
Loretta di Fiori.
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