Escrevia sobre como via o mundo em que vivia.
Escrevia as notas que eram por ela tocadas.
Fazia rimas com as melodias.
Em uma velha praça
Se assentara, para de sua bolsa
Puxar o caderno que carregava suas histórias.
Caderno enfeitado e perfumado,
Ninguém imaginava as coisas que ele trazia.
Eram poemas de uma vida,
Que como todas,
Era composta não só de rimas,
Mas de frases frias
E pouca sintonia!
Mas em cada página,
Uma cor.
Um novo mundo,
Que, embora fosse de uma mesma vida,
Não fazia-se apenas de retas linhas.
Eram curvas,
E até claves.
Escrevia então, todas as vidas.
As que conhecia e as que não sabia!
E delas, como trilha,
Iam-se e perdiam-se de sua mira.
Escrevia o que poucos viam.
Como o toque da Lua na pele fria desse Mar,
Que deixava suas ondas beijarem as areias da praia
Para não deixá-la seca.
Como o que faziam aquelas estrelas que caiam
A cada desejo que as pessoas lhes faziam.
Como as notas estão nas músicas que tocam nas ruas da vida
E em como perspectivas dão novo sentido a coisas já antigas.
E em cada página
Uma lágrima,
Um sorriso.
Uma música,
Uma saudade...
Que embora pertencesse a uma mesma vida,
Não deixavam que ela se passasse vazia.
E naquela praça então,
Novos versos compõem sua nova canção.
Seria aquele casal de velhinhos
Ou o moço ali, sozinho?
E com isso, com caneta na mão,
Escreveu versos do que mais lhe tocou o coração!
Loretta di Fiori.
domingo, 15 de novembro de 2015
O Conserto
Se um detalhe for esquecido,
Bastará uma imagem criada,
E nela, acreditada.
Será o suficiente para buscar sons
Que vêm e vão,
Rasgando a memória
Enquanto não há encanto em sua fala.
Duras Palavras!
Não há uma plateia saudosa
E sorridente
A contemplar.
Nem há afinação
Em qualquer um que a ele olhar.
São ásperos.
Ruídos!
Semblante pesado.
Destruídos!
De repente,
Juntam-se dois ou três,
Até tomar forma.
E logo, já se nota:
Estariam num teatro?
Como se fossem
A um espetáculo,
De repertório já conhecido,
Mas sem fazer-se referido,
Criam expectativas.
Cruéis!
Fazem disso um show.
Aplaudem com sarcasmo
O que é errado.
Imaginam notas
Onde há pausas.
E nas melodias,
Só o som das intrigas.
Um cedeu.
Entregou o instrumento.
Lançou fora o orgulho,
Rendendo-se para surpresa do show.
Era exatamente o que eles queriam.
Porém, mal sabiam que aquilo já estava escrito.
E não nas entrelinhas,
Mas sim, na peça que ali não terminaria...
Pois não era o fim da linha!
Afinal, isso não era um Concerto.
Embora parece InCerto
O porquê deste Conserto.
Loretta di Fiori
Bastará uma imagem criada,
E nela, acreditada.
Será o suficiente para buscar sons
Que vêm e vão,
Rasgando a memória
Enquanto não há encanto em sua fala.
Duras Palavras!
Não há uma plateia saudosa
E sorridente
A contemplar.
Nem há afinação
Em qualquer um que a ele olhar.
São ásperos.
Ruídos!
Semblante pesado.
Destruídos!
De repente,
Juntam-se dois ou três,
Até tomar forma.
E logo, já se nota:
Estariam num teatro?
Como se fossem
A um espetáculo,
De repertório já conhecido,
Mas sem fazer-se referido,
Criam expectativas.
Cruéis!
Fazem disso um show.
Aplaudem com sarcasmo
O que é errado.
Imaginam notas
Onde há pausas.
E nas melodias,
Só o som das intrigas.
Um cedeu.
Entregou o instrumento.
Lançou fora o orgulho,
Rendendo-se para surpresa do show.
Era exatamente o que eles queriam.
Porém, mal sabiam que aquilo já estava escrito.
E não nas entrelinhas,
Mas sim, na peça que ali não terminaria...
Pois não era o fim da linha!
Afinal, isso não era um Concerto.
Embora parece InCerto
O porquê deste Conserto.
Loretta di Fiori
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