Se um detalhe for esquecido,
Bastará uma imagem criada,
E nela, acreditada.
Será o suficiente para buscar sons
Que vêm e vão,
Rasgando a memória
Enquanto não há encanto em sua fala.
Duras Palavras!
Não há uma plateia saudosa
E sorridente
A contemplar.
Nem há afinação
Em qualquer um que a ele olhar.
São ásperos.
Ruídos!
Semblante pesado.
Destruídos!
De repente,
Juntam-se dois ou três,
Até tomar forma.
E logo, já se nota:
Estariam num teatro?
Como se fossem
A um espetáculo,
De repertório já conhecido,
Mas sem fazer-se referido,
Criam expectativas.
Cruéis!
Fazem disso um show.
Aplaudem com sarcasmo
O que é errado.
Imaginam notas
Onde há pausas.
E nas melodias,
Só o som das intrigas.
Um cedeu.
Entregou o instrumento.
Lançou fora o orgulho,
Rendendo-se para surpresa do show.
Era exatamente o que eles queriam.
Porém, mal sabiam que aquilo já estava escrito.
E não nas entrelinhas,
Mas sim, na peça que ali não terminaria...
Pois não era o fim da linha!
Afinal, isso não era um Concerto.
Embora parece InCerto
O porquê deste Conserto.
Loretta di Fiori
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