Vivia sua vida
Pacata, sorridente
Longe dos sonhos
Que há muito deixara.
Compôs novas rimas,
Novas melodias.
Porém, vez ou outra
Recaía em suas lembranças.
Até que sua primavera
Abre uma nova flor...
Daquela árvore que esquecera
E deixara para trás.
A chuva lhe regara
Estação após estação,
Vivificando sua solidão.
E ela, que tanto se entristecia com a chuva
Mal sabia o bem que esta estava a lhe trazer.
"Oh doce sonho!
Você enfim de volta.
Como posso acreditar que és real
E não, fruto da minha fantasia?'
- Era a cantiga que ela entoava
Todos os dias ao esperar o desabrochar daquela flor,
Que ora nem se quer se abria.
Isto, em si, lhe consumia!
E passou a esperar todos os dias
O depois da chuva.
Gotas que despencavam de sua janela
Se misturavam àquelas que de seus olhos desciam.
Era tão difícil esperar
Pelo fim daquela sonatina.
Notas prateadas que desciam do céu
Escuro...
Que clamava em voz de trovão
À terra, sobre sua solidão.
Queria que todos lhe ouvissem
E sentissem o peso das suas lágrimas
Que para ela, não era maior do que a
Dor de sua espera.
Suspirava.
Cantava.
Escrevia...
Lançava seu olhar aos céus
E buscava uma resposta
Do Maestro
Sobre quem Ele escolheria
Para lhe ser um dueto
De modo que pudessem
Tocar sua próxima poesia.
A chuva se ia como um rallentando.
Se despedia da terra que encharcara.
E ela se partia para ver se sua flor
Havia-se sorrido a alguém mais.
E era o que ela fazia todos os dias
Depois da Chuva.
Loretta di Fiori
terça-feira, 2 de junho de 2015
segunda-feira, 1 de junho de 2015
Sob os olhos dela
Jamais eu vira olhos que brilhassem tanto
Ao ver alguém diante de si,
Como os olhos daquela moça.
Eles se perdiam na imensidão
De paixão e amor
Que recebia de outro lado.
Seu sorriso era como a resposta mais bela,
Como a música mais emocionante
De uma festa de gala.
Sua cabeça se virava levemente,
Seu sorriso não deixava de aparecer
Enquanto seu rosto se estampava
Com as marcas das lágrimas
Que de seus olhos, desciam.
Ela era jovem,
Sua pele, como uma folha
Banhada pelo orvalho,
Resplandecia como a luz da aurora.
Seus olhos emanavam luz
Quando ele tocava suas mãos.
Seu mundo parava de girar
Quando ele lhe presenteava
Com seu sorriso.
Ele era jovem,
Mas nunca conhecera uma moça
Que lhe tocasse tanto o coração.
Que lhe fosse como a gravidade,
Preenchendo de flores e poesia,
Seu mundo de concreto.
Ele a viu sorrindo
Para aquela senhora...
Ela era tão gentil e cuidadosa
Como seus olhos poderiam
Lhe deixar e perder para outros?
Assim, permaneciam fixos nela,
Embalados pela doçura que era contemplá-la
Mudando o mundo das pessoas que tocava.
Ela era delicada e discreta;
Não permitia que desvendassem
A direção de seus pensamentos
Que faziam pauta melódica
Em direção àquele jovem rapaz.
Assim, sutilmente compunha versos
E rimas melancólicas...
E de sua janela,
Ele todos os dias passava
E ouvia as rapsódias e valsas
Que julgava, a ele dedicadas.
Até que juntos decidem fazer música...
E em uma manhã de primavera,
Enquanto tocava Vivaldi,
Ele lhe toca.
Suas mãos estavam trêmulas
E de sua boca não saía som algum...
Apenas uma melodia de um choro
Que vinha da mais profunda alegria
E satisfação de tê-la diante de seus olhos.
As mãos dela a seguram firmemente,
Então, ele consegue continuar a construção
Que erguia para proteger o coração da moça:
A questiona se seria seu mundo colorido
Ao invés de seu mundo concreto.
Se seria sua música
Ao invés de seu silêncio.
Se seria a mais bela melodia pela manhã
Ao invés dos raios de sol lhe tocando pelas frestas da janela.
Se seria seu porto seguro
Ao invés do pôr do sol.
Se seria sua rima
Nas palavras que lhe faltassem.
Se seria seu amor
Quando a ela seu coração entregasse!
A moça então, aperta-lhe mais firme as mãos.
Gentilmente sorri
E sobre os olhos dela
Se vê um lindo
"Sim".
Loretta di Fiori
Ao ver alguém diante de si,
Como os olhos daquela moça.
Eles se perdiam na imensidão
De paixão e amor
Que recebia de outro lado.
Seu sorriso era como a resposta mais bela,
Como a música mais emocionante
De uma festa de gala.
Sua cabeça se virava levemente,
Seu sorriso não deixava de aparecer
Enquanto seu rosto se estampava
Com as marcas das lágrimas
Que de seus olhos, desciam.
Ela era jovem,
Sua pele, como uma folha
Banhada pelo orvalho,
Resplandecia como a luz da aurora.
Seus olhos emanavam luz
Quando ele tocava suas mãos.
Seu mundo parava de girar
Quando ele lhe presenteava
Com seu sorriso.
Ele era jovem,
Mas nunca conhecera uma moça
Que lhe tocasse tanto o coração.
Que lhe fosse como a gravidade,
Preenchendo de flores e poesia,
Seu mundo de concreto.
Ele a viu sorrindo
Para aquela senhora...
Ela era tão gentil e cuidadosa
Como seus olhos poderiam
Lhe deixar e perder para outros?
Assim, permaneciam fixos nela,
Embalados pela doçura que era contemplá-la
Mudando o mundo das pessoas que tocava.
Ela era delicada e discreta;
Não permitia que desvendassem
A direção de seus pensamentos
Que faziam pauta melódica
Em direção àquele jovem rapaz.
Assim, sutilmente compunha versos
E rimas melancólicas...
E de sua janela,
Ele todos os dias passava
E ouvia as rapsódias e valsas
Que julgava, a ele dedicadas.
Até que juntos decidem fazer música...
E em uma manhã de primavera,
Enquanto tocava Vivaldi,
Ele lhe toca.
Suas mãos estavam trêmulas
E de sua boca não saía som algum...
Apenas uma melodia de um choro
Que vinha da mais profunda alegria
E satisfação de tê-la diante de seus olhos.
As mãos dela a seguram firmemente,
Então, ele consegue continuar a construção
Que erguia para proteger o coração da moça:
A questiona se seria seu mundo colorido
Ao invés de seu mundo concreto.
Se seria sua música
Ao invés de seu silêncio.
Se seria a mais bela melodia pela manhã
Ao invés dos raios de sol lhe tocando pelas frestas da janela.
Se seria seu porto seguro
Ao invés do pôr do sol.
Se seria sua rima
Nas palavras que lhe faltassem.
Se seria seu amor
Quando a ela seu coração entregasse!
A moça então, aperta-lhe mais firme as mãos.
Gentilmente sorri
E sobre os olhos dela
Se vê um lindo
"Sim".
Loretta di Fiori
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