Era uma saudade,
Um vazio transcendente!
Um espaço que não podia ser preenchido.
Vasto espaço...
Cosmos interior,
Constelação de Memórias,
Recordação!
Vasto espaço.
Não fora rompido,
Pois nunca houvera como.
Não fora desfeito,
Pois nunca existira.
Mas mesmo assim,
Doía...
A efêmera sensação
Já o pusera na vastidão
Deste espaço tempo
Que, de tão vago,
Deixa lapso de luz
Como se houvesse o que projetar!
E não há!
Não houve,
Jamais haverá!
Eclipse lunar
Lá de cima,
Tão aqui dentro,
Vazio neste espaço,
Ausente neste tempo.
Fora desfeito
Sem nunca se haver feito
Nem sequer ter sido suspeito
De sua sutil existência.
Loretta di Fiori.
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