Na verdade, nunca fui boa em despedidas. Aquele momento que o céu parece romper-se e fazer-se chão enquanto que o próprio chão desmorona sob os pés, desesperados.
Mas comecei a pensar: não são apenas aqueles momentos que todo mortal reluta em estar. Mas são também, pequenas coisas na vida cotidiana que levam- nos a nos despedir.
Nos despedimos da troca de olhares quando esbarramos com alguém, em algum lugar. Nos despedimos do sol quando olhamos para o céu laranjado, que anuncia sua partida. Ele anuncia! Mas tantas outras coisa não o fazem. E deveriam?
Se realmente tivéssemos as anunciações das coisas e pessoas que se vão, alguma coisa poderia mudar?
"Ah, desisto", é o que alguém exclama por simplesmente não ter conseguido o que queria.
"Não adianta, larga mão", é o que muitos lamuriam depois de murmurarem contra sua sina.
Deixamos ir o que deveríamos manter e insistimos no que deveríamos dar adeus.
Quando se despedes de alguém, não dá uma vontade de ficar mais? De suplicar "fique", mesmo que com os olhos?
Quando choras a saudade...e a escondes com um "estou feliz por você", na verdade, é você deixar ir o orgulho. Esquece-se de você mesmo quando deixas alguém ser feliz, mesmo que após uma despedida.
Mesmo na última cena, tocas as mãos frias de alguém ali, imóvel, e imaginas que também deve deixá-lo ir. Mesmo que doa!
Algumas despedidas nos fazem sofrer mais que outras. Nos arrancam parte nossa e levam junto! Isso é maravilhoso, mesmo que pareça sofrimento. Porque do mesmo modo que sentes, certamente alguém também sente, ali, do outro lado.
Olhe para o céu. Procure a estrela que sempre está ali, brilhando para você. Dê um nome a ela, e despeça-se quando amanhecer. Ela pode não aparecer no próximo luar.
Loretta di Fiori,
Se realmente tivéssemos as anunciações das coisas e pessoas que se vão, alguma coisa poderia mudar?
"Ah, desisto", é o que alguém exclama por simplesmente não ter conseguido o que queria.
"Não adianta, larga mão", é o que muitos lamuriam depois de murmurarem contra sua sina.
Deixamos ir o que deveríamos manter e insistimos no que deveríamos dar adeus.
Quando se despedes de alguém, não dá uma vontade de ficar mais? De suplicar "fique", mesmo que com os olhos?
Quando choras a saudade...e a escondes com um "estou feliz por você", na verdade, é você deixar ir o orgulho. Esquece-se de você mesmo quando deixas alguém ser feliz, mesmo que após uma despedida.
Mesmo na última cena, tocas as mãos frias de alguém ali, imóvel, e imaginas que também deve deixá-lo ir. Mesmo que doa!
Algumas despedidas nos fazem sofrer mais que outras. Nos arrancam parte nossa e levam junto! Isso é maravilhoso, mesmo que pareça sofrimento. Porque do mesmo modo que sentes, certamente alguém também sente, ali, do outro lado.
Olhe para o céu. Procure a estrela que sempre está ali, brilhando para você. Dê um nome a ela, e despeça-se quando amanhecer. Ela pode não aparecer no próximo luar.
Loretta di Fiori,
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