Tarde da noite amanheceu.
A luz, tão sombria e reluzente,
Marcava o ínicio do fim.
Com cores no monocromático preto e branco,
Dizendo sem palavras,
E o coração, entendia.
Não fazia questão de entender.
Não sabia o que acontecera.
Foi o ontem, foi o hoje...
Tarde, noite, dia.
Sem brilho.
Como o silêncio
Que se encontra em meio a ruídos.
Como a lua no mar,
O sol na horizonte,
Surgiu e partiu.
Não se despediu,
Pois ninguém o notou.
Cores que se unem para formar o branco,
As cores ausentes no preto,
A solidão.
O frio.
São como ideias contrárias,
Que, separadas, unem-se num único sentido.
Loretta.
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