Sim, hoje não vi a lua.
As estrelas se esconderam de mim.
O infinito partiu.
O finito estendeu-se.
Sou só eu.
No meu mundo
Que só eu criei.
Embalada pela negritude da noite.
Com o brilho da escuridão nos olhos.
Hoje a noite não tem luar.
Não tem um suspiro.
Não tem o elo perdido.
Estou só com meus pensamentos.
Com minhas emoções e sensações.
Minhas vontades e angústias.
Tentando me encontrar novamente.
Quando já havia me aquietado,
Me conformado,
Agitou-se minha cômoda inércia
E meu simples sentido.
Afinal, hoje a noite não tem luar.
Não tem ninguém.
Sou só eu
No mundo que eu criei.
Loretta.
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