Momento
exato: existe? Há quem diga que não. Talvez, não sei. Acredito, mas não. Penso
ser mais verdadeiro quando você está disposto a seguir sua intuição, seu sexto
sentido e assumir as consequências. Todas elas.
Você não
precisava estar ali, mas estava. Você não precisava ser tão receptiva, mas foi.
Você não precisava me tratar tão bem, mas tratou. Você não precisava sorrir,
dizer tudo aquilo, mas o fez. Aconteceu.
Voltamos à
pergunta: o momento exato existe? Você estava ali quando eu procurei. Isso
significa que eu procurei no momento exato? Às vezes tenho dúvida, às vezes
penso que é uma grande coincidência, um grande acaso. Mas será que o acaso me levaria até você se não fosse para eu chegar até você?
Eu não
precisava ter te procurado, mas procurei. Eu não precisava de ninguém, mas te
encontrei. Eu não tinha programado nem planejado, ou tinha. Eu precisava mesmo
era ser feliz. E, num desses “momentos exatos”, eu te encontrei, e fui. E sou.
Você não
precisava acreditar em mim, confiar em mim. Não precisava representar tudo que
você representa na minha vida. Você não precisava ser tudo para mim, não
precisava investir em mim, me incentivar... No entanto, você me deu um
Dostoievski.
Lorenzo di Bianco.
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