domingo, 17 de fevereiro de 2013

Você me deu um Dostoievski

Momento exato: existe? Há quem diga que não. Talvez, não sei. Acredito, mas não. Penso ser mais verdadeiro quando você está disposto a seguir sua intuição, seu sexto sentido e assumir as consequências. Todas elas.

Você não precisava estar ali, mas estava. Você não precisava ser tão receptiva, mas foi. Você não precisava me tratar tão bem, mas tratou. Você não precisava sorrir, dizer tudo aquilo, mas o fez. Aconteceu.

Voltamos à pergunta: o momento exato existe? Você estava ali quando eu procurei. Isso significa que eu procurei no momento exato? Às vezes tenho dúvida, às vezes penso que é uma grande coincidência, um grande acaso. Mas será que o acaso me levaria até você se não fosse para eu chegar até você?

Eu não precisava ter te procurado, mas procurei. Eu não precisava de ninguém, mas te encontrei. Eu não tinha programado nem planejado, ou tinha. Eu precisava mesmo era ser feliz. E, num desses “momentos exatos”, eu te encontrei, e fui. E sou.

Você não precisava acreditar em mim, confiar em mim. Não precisava representar tudo que você representa na minha vida. Você não precisava ser tudo para mim, não precisava investir em mim, me incentivar... No entanto, você me deu um Dostoievski.

Lorenzo di Bianco.

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