segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Simplesmente

Simplesmente e displicentemente
Pus tudo a perder?
Como um jogo?
Não sei jogar.
Não quero jogar!
Afinal, isso não é um jogo
Simplesmente.

Mas as cores são belas.
As figuras me encantam.
As músicas me fascinam!
Onde estou agora,
Simplesmente isso?

Não pode ser!
Acorde!
Levante-se!
Isso é mais do que bela paisagem.
É mais do que agradáveis melodias.
Não é simples assim.
Afinal, não é um jogo.
Eu disse que não quero jogar!

Volto a fechar os olhos,
Num instante,
Repouso minha sina
Nesse olhar.
Nesse querer.
Nesse arder!

Poderia torná-lo mais simples,
Mas insisto em complicar...
Por quê?
Por que ainda não aprendi?
Simplesmente porque nunca vivi.
E não é um jogo - nunca foi!
Mas me sinto tão vulnerável
Quanto uma peça
Na mão de um estrategista.
E eu deixo simplesmente.

Mudar?
Está confortável.
Acorde!
Seu tempo acabou.
O trem chegou.
Próxima parada:
Não sei!

Simplesmente, não sei!


Loretta di Fiori.



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