Silenciosamente permaneceu há anos.
Envolvida em lençóis para não riscar,
Trancada para as notas não fermatarem.
Cantar um solo!
Contar histórias.
Esse era o sonho daquela flauta.
Ouvia o piano com seus dós, rés e mis.
Lia as partituras daquela orquestra.
E em silêncio
Dançava para si mesma.
Ah, glorioso dia!
Como sonha essa flauta!
E o faz todos os dias.
Dormindo e acordando,
Sorrindo e chorando!
Cada epífaro,
Parecia, por equívoco,
Convidar-lhe para uma valsa.
Notas epífaras,
Eternas.
Dias, meses:
Prosseguiam-se os dós, rés e mis.
Lembranças de um tempo que virá.
Assim, seguia o ritmo.
Imaginava seu solo,
Dançava sua valsa.
Chorava em seu íntimo.
Sonho de uma flauta.
Loretta di Fiori.
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