Há alguém ali,
Seu rosto parece vazio
E seus olhos, opacos demais.
Anda com pesar,
Afinal, a vida lhe impusera muitos fardos.
No seu corpo,
Há marcas dos lugares por onde passou.
É o que restou!
Se ouve uma voz:
"Como cheguei até aqui?
Não sou quem eu pensava que era,
Nem o que um dia eu fui".
As chagas em seu rosto
Mostram que de dores,
Sofreu pelos amores.
Nada parece alegrar
Aquela alma.
A sua harpa
Está pendurada
No salgueiro.
Seu violão perdeu o som,
E seu piano, fechado pelo tempo, ficou.
Não se ouve riso,
Nem júbilo de seu coração.
Apenas, lamentos de indecisão.
Do seu passado não quer se recordar,
E se acusa a acreditar que seu futuro vai
Raiar,
Sim, como sol, ele vai surgir no horizonte.
Seus pés, para o deserto partem.
Estão marcados pelo tempo,
Desespero!
Mas, prosseguem,
Afinal, chegaram até aqui.
A boca seca,
As pernas mancas clamam!
Mas o oásis está logo além da montanha.
Olha para o lado e não vê...
Não há ninguém ali!
Já desistiu de tudo,
Já deixou para trás...
Seu coração insiste:
"A minha carreira completarei,
Nunca, jamais serei o mesmo".
Sua alma retruca:
"Esse ser parece
Fraco demais,
Cego demais!"
"Nada disso,
É muito maior que todos os erros que cometeu no passado,
Que todos os problemas, e que todas as lutas".
Então, chega seu Oásis...
O que há do outro lado da montanha?
Loretta di Fiori.
Nenhum comentário:
Postar um comentário