Seus olhos.
Mantiveram-se à espera de sua dor
Ir embora e deixá-la.
Mas isso não aconteceu...
E a noite pintou a Lua
Para lhe fazer companhia.
Abriu então, sua janela,
E ali, deitada,
Contemplava sua gentil companhia.
Lançava aos céus suas preces.
E de seus olhos por vezes,
Vertiam lágrimas.
Como controlá-las?
A Lua iluminava seu coração em sombras.
O vento que uivava em sua janela
Toca seu rosto molhado.
Não piscava...
Tentava ouvir uma melodia em sua cabeça,
Mas nenhuma lhe agradava.
Levantou-se.
Sentou na cama.
Olhou para o chão,
Iluminado pela Lua,
Respirou fundo:
Hora de acordar,
O sol já vai raiar.
Mas lembrou que seu infinito de tempo
Era relativo
E só passaram-se algumas horas.
Secou as lágrimas,
Sorriu para a sua sombra atrás da cama.
Vestiu seu sorriso de novo:
Já era dia!
E assim, sua noite passara-se.
Era mais uma noite que se fora.
O jeito foi passar seu dia de olhos fechados
Para na próxima noite,
Esperar o mesmo acontecer:
Não fecharem-se os seus olhos...
Loretta di Fiori.
Nenhum comentário:
Postar um comentário