Um minuto,
Vou te contar uma história.
Talvez você chore,
Talvez sorria.
Talvez os dois
Ou talvez nenhum!
Um minuto,
Parece pouco tempo para quem vai.
Mas muito para quem fica.
Parece nada para quem fala,
Muito para quem espera.
De idas parecia.
Sempre disposta,
Amores incondicionais
Por quem nunca vira.
De sorrisos espalhados
Para todo lado,
Coração arrebentado
E aos pedaços.
Mas não se preocupava.
Guardava-se como um segredo.
Um mistério.
Como a rosa que amaldiçoou a Fera.
Se a última pétala caísse
Seria o fim do que nem começou
Ou do que já existiu sem findar-se.
Por isso, a protegia.
A guardava.
Mantinha-se em silêncio
E em segredo.
Risos espontâneos,
Sentimentos no aumentativo.
Paixão pela vida.
Pelas cores.
Pela música.
Pelos gestos e amores.
Sorrisos e dores
(Pois sabia que com elas crescia).
Mas um dia, não por descuido,
Mas por destino,
A última pétala da rosa caira.
Olhou, não calculou o que significava.
Mas seguiu e deixou acontecer.
Um minuto!
Não pode ser!
Foi o tempo...
Voltou o tempo no tempo
E lha fez reviver o que nunca tivera a chance de viver.
Mas esquecera-se do encantamento da rosa.
E já caída, fez-se a promessa.
Em um minuto,
De voltas sua vida volta.
E se revolta com a reviravolta.
Elogios não são mais como antes:
Seu combustível.
E por saber disso,
Os espalha para que sejam
O de outras pessoas.
Amores, incondicionais,
Já não são mais como antes.
Mas fala de amor
Para não esquecer-se de quem já foi.
Mesmo sem recebê-lo,
Doa em sua mais pura expressão,
Mesmo sendo tudo o que lhe resta.
Palavras já não passam de palavras.
A chuva cai como seu desespero de solidão.
Esquecimento. Desprezo.
Mas doa-se para poder ver o sol
E dele recompor o seu sentido de vida.
Haveria?
E por saber disso,
Busca a cada minuto,
Ser para o mundo
O que o mundo jamais
O fora para ela:
Amor!
Loretta di Fiori.
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