Parada por um brilho emudecendo meus olhos,
Encontrei-me inerte, imóvel, quase que inconsciente
Diante daquele brilho!
Um sorriso escondido querendo brotar...
Foi neste momento que a incerteza
Trouxe inspiração.
Aquele dia que parecera noite,
Aquela tristeza que partira desafinada
Desolada, inconsolada.
Aquele riso que surgira do nada,
Aqueles olhos que seguiram o eco brilhante
Daquele beijo com a lua.
Respirei fundo,
Quase um suspiro.
Esqueci-me do que devia lembrar...
Contemplei o que deveras estava nu
Diante dos enegrecidos olhos de outrora.
Sabores, perfumes e amores.
Sentidos...
Esquecidos!
A lua brilha lá em cima,
Parece tão feliz mesmo solitária,
Mesmo que seu espetáculo
Passe despercebido
Pelos demais olhares.
Olhares perdidos,
Cegos e mudos.
Surdos e escuros.
Mais um movimento...
Allegro.
Dançando na chuva!
Girando com o mundo.
Sentindo na pele cada gota,
Esquecendo de onde está.
Abro os olhos da mente inconsciente,
Desperto a razão.
Quanta mudança!
Passaram o quê, alguns segundos em alguns anos?
Suavemente ergo os olhos,
Lá está ela!
Radiante!
Espetacular.
Exatamente como deve ser
O que devia ser
Quando não havia nada para ser.
Lua Branca!
Aqui para mim,
Aí para você.
Loretta di Fiori.
Parabéns, minha querida poetisa!
ResponderExcluirParabéns pela singela obra carregada de emoção e beleza!
Sem dúvida, não há maior inspiração que o brilho da lua que cai sobre todos nós!
Obrigada caro Klaus pela leitura e apreço da "singela obra".
ExcluirJá contemplou a lua hoje? Inspiração!