quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Lua Branca

Parada por um brilho emudecendo meus olhos,
Encontrei-me inerte, imóvel, quase que inconsciente
Diante daquele brilho!

Um sorriso escondido querendo brotar...
Foi neste momento que a incerteza
Trouxe inspiração.

Aquele dia que parecera noite,
Aquela tristeza que partira desafinada
Desolada, inconsolada.
Aquele riso que surgira do nada,
Aqueles olhos que seguiram o eco brilhante
Daquele beijo com a lua.

Respirei fundo,
Quase um suspiro.
Esqueci-me do que devia lembrar...
Contemplei o que deveras estava nu
Diante dos enegrecidos olhos de outrora.

Sabores, perfumes e amores.
Sentidos...
Esquecidos!

A lua brilha lá em cima,
Parece tão feliz mesmo solitária,
Mesmo que seu espetáculo
Passe despercebido
Pelos demais olhares.
Olhares perdidos,
Cegos e mudos.
Surdos e escuros.

Mais um movimento...
Allegro.
Dançando na chuva!
Girando com o mundo.
Sentindo na pele cada gota,
Esquecendo de onde está.

Abro os olhos da mente inconsciente,
Desperto a razão.
Quanta mudança!
Passaram o quê, alguns segundos em alguns anos?

Suavemente ergo os olhos,
Lá está ela!
Radiante!
Espetacular.

Exatamente como deve ser
O que devia ser
Quando não havia nada para ser.

Lua Branca!
Aqui para mim,
Aí para você.


Loretta di Fiori.



2 comentários:

  1. Parabéns, minha querida poetisa!
    Parabéns pela singela obra carregada de emoção e beleza!
    Sem dúvida, não há maior inspiração que o brilho da lua que cai sobre todos nós!

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    1. Obrigada caro Klaus pela leitura e apreço da "singela obra".
      Já contemplou a lua hoje? Inspiração!

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