Olhar para os verdes campos,
As matizes neste vasto Universo.
Contemplar as nuvens carregadas do que conhecemos por água,
Estacionadas no firmamento.
Ser anestesiado pela magia das flores se abrindo ao fim da tarde
E exalando o mais doce perfume em uma noite de verão.
Aproximar-me de uma pequena criatura
Recém trazida ao mundo,
De olhos fechados
Sem saber do futuro
Que já compôs suas notas.
Sentir o brilho da Lua lá de cima,
Tão silenciosa...
Tão misteriosa!
Contemplar a paisagem que forma
Junto ao Mar.
E recordar das Cartas lançadas
Sob o cuidado de suas ondas.
Ser aquecido pelo Sol,
Aquela estrela que parece ser a mais gigante
De toda a Galáxia.
Silenciosamente perceber os cantares daqueles
Que nos causam inveja por tocarem o céu.
Eles riem, cantam e interpretam cada Soneto...
Ouvir cada oitava das águas tocando os rochedos.
O ralentando do espumar dessa força
Após tocar a rapsódia!
Fechar os olhos então,
E suavemente perceber algo
A tocar a pele,
Tão gentil e delicadamente,
Espalhando os cabelos...
Abrir os olhos e não poder vê-lo.
Sentir sua presença,
Ter a certeza de sua companhia
Mas consolar-me com a sutil ausência.
Ao cruzar aqueles campos lá debaixo,
Ele grita!
Emite o som da liberdade
E carrega as pequenas flores junto dele,
Que, sem se oporem,
Dançam valsa com ele.
São vales e montanhas!
O Sol apareceu para aquecer
E a Lua continua para brilhar!
A chuva se foi...
Troque a estação,
Esta música já cantei outrora.
Esta cor já pintei...
Mas,
Espere!
A vitrola a tocar
Esta composição?
Algo novo.
Vento!
Tempo - Repete o Eco.
Loretta di Fiori.
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