quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Um dó, um lá!

Cabe um dó lá?
Falta tanta sobra,
Sobra tanta falta.
Um dó do perdido,
Um dó que prenuncia o próximo.
Um dó que define o acorde,
Um dó de quem sofre.

Dó de um lá para cá,
Formando um fá.
Um instante, essa nota fermata!
Volte ao dó.

Dó.
Pode dizer tanta coisa,
Pode não dizer nada.
É o começo, meio e fim.
Se não for o tudo, é o nada!

Caminhando...veja lá!
Outrora, lá fazíamos versos,
Jubilávamos.
Perdíamos tempo.
Quem o trouxe embalado para presente?
Alguém desarma antes de saiamos de cá para lá?

E nessa hora,
Cabe um dó aqui?
Para que dó,
Escreve outro acorde.
Toque em outro tom...
Corra, vá para lá.

Que audácia!
Um salto nos tons...
Alguém não quis tentar.
Arriscar?
Passar pelo Ré, Mi, Fá e logo atrás,
Veja o pôr do Sol.
Seguindo as placas,
Chega logo Lá.

1,2,3 e 4.
Compasso quatro por quatro.
Que dó!
Não, se afaste daqui
Voe para lá.


Loretta di Fiori.

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