quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Primavera - Verão, Outono-Inverno

Primavera-Verão!
As flores acordam de seu sono,
Colorindo o dia daquela moça que as recebeu
No café da manhã.
A campina renova os tons de verde,
Inspirando o artista a compor sua paisagem.
As montanhas se exibem junto aos rios,
Encantando os olhos de quem passa e os vê.
Os pássaros entoam bela melodia,
E, na janela de quem está se levantando,
Repousam, desejando-lhe boa sorte.

Os mares dançam e beijam as areias da praia,
Sem se importarem com quem os vê.
Embalando a visão daquelas almas apaixonadas.
As nuvens caminham de um lado a outro,
Pintando o céu e enchendo os olhos
De quem as vê, de imaginação!

As borboletas resolvem seguir o compasso
E, junto ao vento, se lançam sem receio.
Como aquele que lança sua sorte no regaço,
Temendo um fracasso.

As árvores esbanjam seus frutos!
E sustentam o ser daqueles que deles desfrutam.

Até que o colorido sede ao monocromático.
Outono-Inverno!
Como acordar em um dia,
Ao som daquela melodia
E aguardar apenas coisas boas.
E, subitamente,
Surpreender com os ventos da mudança.

O céu rapidamente se enegrece,
Esconde a luz daquela Lua
Que fizera um espetáculo junto ao Mar.
As nuvens passam a enjaular cada imaginação,
Deixando apenas a frustração.

O Mar se converte à frieza em imensidão!
As suas ondas se agitam
E derrubam o que carregavam com ternura.

Tempestade!
Ventos fortes a cortar, a congelar.
Lágrimas daquela nuvem que não
Suportou o peso sozinha
E despencou do seu céu
Fazendo conhecida ao mundo, sua dor.

"Por que essa diferença?"
Se pergunta o poeta.
"Vamos compor", impera como eco
A voz do compositor.
"Vamos escrever",
Pensa o escritor.
Que tal desenhar, escrever, compor...
E lançar ao mar,
Em uma pequena garrafa velha,
Com a qual ninguém se importe.
Isso pode cessar a fúria do Mar.

Entristecida,
A Lua se despede do dia
Que no fundo, sabe que construiu cada estação nele.
Sutilmente se esconde
Perdendo seu brilho atrás daquelas nuvens.
A paisagem mudou.

As entidades retornam para seus lares,
Repletas de melancólicas rimas,
De bemóis e notas ínfimas.

Fim da composição,
Fim do retrato
E fim da história.

Espere, falta o ponto final.


Loretta di Fiori.

Nenhum comentário:

Postar um comentário