Superlativos relativos.
Exatamente isso que a existência cobra.
Nesse mundo, não existem "talvez".
Assim, perde-se a vez por um tal.
Sempre ser Super.
Superar.
Suprir.
Surpreender.
E o que resta disso?
Um longo Suspirar.
Sempre ser
O perfeito.
O elegante.
O espetacular.
Jamais errar.
Sempre ser
Super
Em Superlativo
Não-relativo.
Não sentir.
Não admitir.
Não deixar ninguém saber.
Nunca! Jamais.
Sempre tudo bem.
Sempre feliz para sempre.
Nesse caso,
Superlativos relativos.
Mas, uma força precisa ser aplicada.
A área é pequena, logo a pressão será maior.
Incrível como o mundo mudou repentinamente.
As páginas do calendário se foram virando
Sem que notasse.
Mudou-se o mundo, ou a mudança foi interna?
Todos os dias, matar o ego.
Olhar no espelho, e nunca se ver.
A capa vermelha nunca pode bater em retirada.
Mas passar pelos trens,
Pelas pontes,
Pelos abismos
E pessoas em apuros...
E mesmo assim,
Voltar para a casa,
Sabendo que tudo não passou.
Na verdade, cada dia é um prelúdio
De outro que virá.
E quem está ali?
Não há ninguém.
Com grandes poderes,
O que pode fazer?
Isso lhe traz grandes responsabilidades.
Heróis.
Vivem sempre no Superlativo.
Sentem tudo no Superlativo.
Não porque não querem,
Mas a vida lhes cobra mais esforço.
Dois Mundos: nunca podem escolher entre um e outro.
Devem salvar os dois.
Duas vidas: sempre têm o mesmo valor.
Dois corações: abre mão do seu para salvá-los.
Onde estão?
Nas ruas, caminham como gente comum.
Não têm marca nem sinal aparente.
Mas, se olhar atentamente,
Verá...
Ainda existem heróis vivendo no superlativo.
Nunca chorarão, afinal, eles têm esse direito (ou essa obrigação)?
Nunca se ausentarão.
Não é deveras complicado,
É meramente relativo.
Loretta di Fiori.
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