Pensei que o dia fosse amanhecer nublado,
Repleto de névoa e sem o cantar dos pássaros na janela.
Mas, ao abrir os olhos,
Sob o mesmo teto,
Aquele entusiasmo
Misturado a uma pitada de curiosidade,
Fizeram com que rapidamente
Abrisse a janela:
Que espetáculo!
Que dia ensolarado!
O céu, cintilando no azul,
Pintado de brancas nuvens
Que formam minhas formas prediletas!
O Fantasma da Ópera, na vitrola.
Aquele som cheio de vida e emoção,
Haja coração!
E, pelos corredores, o aroma doce,
Seco e apaixonante.
A combinação perfeita de amores!
Os pés, marcavam o compasso de Schumann,
Estavam longe de um "marcha soldado".
Mas, que encantador caminhar!
Que doce visão.
Mas não notou,
Pois a Sonata era em "Si"
E não recompôs a "Mi".
Contudo, não perdeu o compasso.
Meus ouvidos seguiam cada passo.
O aroma perdurara por alguns instantes,
E, rallentando, se despediram então.
Fecho os olhos,
Inspiro.
Sigo.
Afinal, o dia está ensolarado.
Uma voz:
"Levante! São dez para as seis".
Loretta di Fiori.
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