Ao acordar, percebi o céu um pouco triste.
O Sol, desanimado, brilhava com timidez à minha janela.
Acordei com saudosas lembranças em forma de melodia.
Meu coração insistiu em bater em seu ritmo...
Seria fácil fechar os olhos, balançar a cabeça
E tentar seguir o dia.
Mas não funciona assim!
Meus olhos vertiam lágrimas
E meu suspirar era com ponto de aumento!
A distância do melancólico olhar
Penetrava a vazia vista.
Não havia nada que a preenchesse!
Comecei o dia!
E no caminho dele,
Notei a falta que me faz.
Percebi, naquelas notas,
Como que os bemóis num compasso dois por dois
Fazem falta, para melancolizar ainda mais, a sutil harmonia
Dos sons.
E em eco, minhas lembranças respondiam ao compasso!
Nada mudava!
O sorriso também se perdeu no meio do caminho,
Tentando achar seu destino!
Ao parar, as mãos tocavam a melodia.
E dos olhos, a imagem ainda ficava,
Todos a compunham!
Ninguém escapava...
Pintei um retrato.
Daquele que ainda guardo!
Que prelúdio!
A valsa começou,
Não há ninguém para dançar...
Sigo assim,
A Lua apareceu em sorriso para mim!
Sim, era só para mim.
Não importa em qual lado do universo
Eu esteja,
Ela é a mesma
E sorri apenas de uma forma!
E sei que é para mim.
Sei muito bem!
Foi desta forma,
Que em relapso,
Me senti ausente daqui
Como que, por um instante,
Estivesse ali.
E pude dançar a valsa.
Me despedir
Com minha última sonata...
Aquela com a qual minhas mãos,
Incansavelmente,
Destilavam nostalgia!
Loretta di Fiori.
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