Todos os corpos tendem à sua condição de equilíbrio.
E logicamente, todos buscam o ponto morto.
A inércia.
Mais do que estagnados pelo Sistema,
Tornam-se padrão
Sem sequer,
Saberem do que está em questão.
Interrompidos pelos sons,
Pelos tropeções
E quedas
Por gastarem energia
Em nada.
Sob pressão,
Engatam o ponto morto.
Levam a vida como a julgam
Que esta deve ser levada.
Caminham na vantagem,
Sem gasto de energia.
Provocando apenas,
Entropia!
Audácia!
São cegados pelos Neons,
LEDs e Touch Screens...
Apenas para baixo
Desviam os olhares,
E mesmo assim,
Tropeçam pelos ermos sem fim.
Distraídos!
Conexões sem saírem do conforto.
Deitados, fingem sentirem-se cansados.
Irados, fingem-se contentes.
E a imagem é passada
A cada máscara usada!
Inertes!
Imbuídos em aflições,
Transparecem perfeições;
Fingem importar-se
Com o mundo.
Quando na verdade,
Querem apenas, uma ou duas curtidas.
E assim, caminham todos
Perdendo a velocidade
Em um mundo acelerado,
Por simplesmente
Estarem em ponto morto.
Loretta di Fiori.
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