terça-feira, 17 de março de 2015

Ponto Morto

Em análise,
Todos os corpos tendem à sua condição de equilíbrio.
E logicamente, todos buscam o ponto morto. 
A inércia.

Mais do que estagnados pelo Sistema,
Tornam-se padrão
Sem sequer, 
Saberem do que está em questão.

Interrompidos pelos sons,
Pelos tropeções
E quedas
Por gastarem energia
Em nada.

Sob pressão,
Engatam o ponto morto.
Levam a vida como a julgam 
Que esta deve ser levada.

Caminham na vantagem,
Sem gasto de energia.
Provocando apenas,
Entropia!

Audácia!

São cegados pelos Neons,
LEDs e Touch Screens...
Apenas para baixo
Desviam os olhares,
E mesmo assim,
Tropeçam pelos ermos sem fim.

Distraídos!

Conexões sem saírem do conforto.
Deitados, fingem sentirem-se cansados.
Irados, fingem-se contentes.
E a imagem é passada
A cada máscara usada!

Inertes!

Imbuídos em aflições,
Transparecem perfeições;
Fingem importar-se
Com o mundo.
Quando na verdade,
Querem apenas, uma ou duas curtidas.

E assim, caminham todos 
Perdendo a velocidade
Em um mundo acelerado,
Por simplesmente
Estarem em ponto morto.


Loretta di Fiori.


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