quinta-feira, 5 de março de 2015

Pródigos


Pessoas que esbanjam o que não possuem.
Proclamam do que não sabem.
Mas arrastam perdidos,
Indecisos.
Como ídolos importados,
Se apoderam do trono
Ao tomarem posse como czares.

Insistem na
Sua geração marcada pela cobiça.
Veneram luxo,
E exalam orgulho!

Caminham pelas ruas
E destilam aromas
Repletos de ganância,
Cujo rastro atrai invejas.

Não se cansam.
Arduamente persistem
Na luta pelo poder,
Pela fortuna.

Enganam e são enganados
Sem saber.
Compram e são vendidos
Sem darem conta.

Condenados,
Vivem como pródigos,
Usufruindo de seus palácios.
Afogando olhares que se adulteram
Ao lhes desejarem.

Até que se atinam
Com o Trem-da-Solidão,
Cujo destino lhes aguarda.
Os bilhetes já foram marcados,
Não tem volta.

De onde procedem altivez e valentia?

Loretta di Fiori.

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