O trem chegou à estação.
Viera de longe...
O que antes era distante,
Agora tornou-se mais próximo!
Dele descem centenas de pessoas
Que circulam pelas ruas
Da cidade.
Elas vêm e vão.
Caminham apressadamente.
Pouco se viram,
Mas, muito se preocupam.
Alguém tropeçou...
E daí, ninguém se importou!
Olham para a direita
E para a esquerda
Não com visão panorâmica.
Querem apenas saber se podem atravessar
Em segurança;
Se há mais alguém logo ali?
"Não vi"!
Faróis sinalizam a passagem
Enquanto os olhares se perdem
No que não devem.
Soou meio-dia!
Muito devem retornar à estação.
O trem partirá.
E tudo se repetirá.
Inconformados,
Alterados,
Rodeados de miragens,
Alguém só deseja meros olhares.
Dispensa falares,
Apenas uma percepção.
Um ali, outro aqui.
Muitos a frente
Milhares atrás.
Cercado por todos os lados,
E eles se mantêm distantes.
Os dispositivos que carregam
São a única fonte.
De onde emanam distrações por todos os lados.
Alguém tropeçou...
E daí, ninguém se importou!
Esse é o mundo
Onde os próximos estão cada vez
Mais distantes.
E os distantes, permanecem assim!
Loretta di Fiori.
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