Ela chegou correndo
E, ao fim do caminho,
Parou.
Olhou à sua direita,
Olhou à sua esquerda.
Encontrou um caminho
Para cada lado.
E se viu sem saber
Qual dos caminhos seguir.
Um, sabia que era para o seu bem.
Caminharia nele
Sem muitas dores, nem preocupações.
Afinal, julgava saber o nome de cada travessa
E para onde cada uma levaria.
O outro, era tão belo quanto,
Mas só o conhecia de ouvir falar.
Tinha anotado em seu guia
Alguns nomes de referências
Que poderia encontrar por lá;
Mas não sabia o que viria
Logo após da primeira curva.
Voltou atrás.
Começou a correr
De volta ao lugar onde sabia
Exatamente onde ficava.
Afinal, era lá de onde viera
E onde passara sua vida pretérita.
Ainda não estava pronta.
Não sabia o que decidir
Nem em qual caminho trilhar.
Os dois eram belos!
Ouvira falar de ambos.
O que julgava saber?
O esperado?
Ou o novo?
O inusitado?
Fechou os olhos,
Começou a gritar.
Um viajante caminhando em seu jumento
A ouviu desde quando partiu.
Foi ao seu encontro.
Ela estava sozinha,
Parada exatamente entre os dois caminhos.
Ele se aproxima,
E a toca.
Ela perdida,
Só chora.
Até que ele vai à frente e parte ao primeiro raio de sol,
Para o da direita.
Ela, inerte ainda, só observa.
Ele retorna,
Conta a aventura.
Ela só o observa.
No próximo raiar de dia,
Ele segue o da esquerda.
Ela, inerte ainda, só o observa.
Ele retorna,
Conta a aventura.
Ela se levanta.
E se despede.
Qual caminho ela seguiu?
O do seu coração.
Loretta di Fiori.
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