Em ilusões insiste em aparecer.
O passado daquelas palavras, ameaças
E desprezo, permanecem no presente.
Todavia, como foram presente, decidi
Que podem ficar com eles.
Os dias que se passaram de ontem
Foram vários.
Mas é como se fosse hoje e amanhã...
Todos os dias!
História dessa vida.
Miserável vida!
De que adianta ser conhecido?
De que adiantam as glórias?
Para que em um dia,
Num ontem qualquer,
Eu me esqueça disso por uns instantes
E depois, relute
Para lembrar onde os guardei.
Palavras!
Que ferem, que interferem.
Que queimam, que intermeiam
O que não se pode dizer.
O que não existe!
Não passam de vento.
Que como vem do norte,
Vai para os outros cantos da Terra.
Que seca a terra,
Levanta poeira,
Que pede gotas de chuva.
Mas a sequidão de estio permaneceu
Nestes dias depois de ontem.
Loretta di Fiori.
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