Por anos permanecera assim.
O Sol cedia seu espetáculo quando adormecia.
Assim, seguia incansavelmente.
Solitária,
Embora rodeada de estrelas.
Cintilante,
Embora não sentisse todo esse brilho.
Insistia a cada noite,
Mesmo já pensando em desistir
Desta Terra.
Algumas noites se escondia,
Para ver o que acontecia.
O mundo permanecia girando...
Porém, sem brilho, sem charme!
Lá em cima,
Passavam noites,
Ela guiava estações,
Controlava as marés.
Até que começou a observar o Mar.
Grande, Belo!
Mas percebeu, nesta noite,
Que ele jamais lhe negava o brilho.
Mas, a cada luar,
O refletia em sua pele.
Em silêncio ele também permanecia.
Não via a hora da noite chegar
Para sentir o perfume do luar em sua pele ficar.
Embora com tanto esplendor,
Também era solitário.
Alguns o temiam.
Outros o admiravam apenas de longe.
Outros se encantavam com sua grandiosidade
E magnitude.
Mas, se dissipavam como neblina.
Então, ela lá de cima contemplava-o.
Parecia girar,
E mesmo assim,
Ele continuava lhe cedendo o brilho.
Mas o toque lhe parecera aquecer sua pele fria,
Úmida e macia.
Fora diferente.
Esboçou um sorriso
E pela Lua veio a se apaixonar.
Luz que banha cada noite,
Onda que leva o passado
E traz o presente
Beijando a praia.
Assim, a Lenda se iniciara.
O dia que o Mar sentiu em sua pele
O brilho da Lua apaixonada lá de cima.
E todas as noites faziam juntos um lindo espetáculo.
Noite de Lua cheia...
Ela muda o mundo como as ondas do Mar.
Noite sem Luar...
Ela muda o mundo como as ondas do Mar.
Noite sem Luar...
Ela está deixando o Mar
Brilhar sozinho!
Loretta di Fiori,

