Cada hora que se passa em nosso dia
É o momento certo para algo acontecer.
Tendemos a olhar com mais atenção
Para o que nos sobrevém de ruim.
Então, reclamamos e, por vezes,
Até o tempo culpamos.
Mas não vemos importância
Nos segundos...
Naquele piscar de olhos
Que se nos dá;
Nos acidentes que evitamos;
No nascer do sol;
No ir e vir das pessoas;
Na troca rápida de olhares;
Nos apertos de mãos;
Nas despedidas...
Poderiam ser elas o último adeus.
Os abraços podem nunca mais serem sentidos.
O tempo não volta.
Mas tudo o que aconteceu
No seu devido tempo,
Fica. E às vezes, até para sempre!
Somos instantes infinitos.
Lembrados por tudo que já se foi
E ansiosos por tudo o que virá.
Queremos remir o tempo
Ao vê-lo ir-se sem despedir-se...
Até que ve-mo-lo voltar
Com novos instantes...
Somos todos este pequeno instante.
Esta recordação.
Este infinito de saudade!
Loretta di Fiori.
domingo, 5 de junho de 2016
sábado, 4 de junho de 2016
Minhas Palavras
Talvez sejam as últimas,
Nunca se sabe...
Decisões. Saudades. Ilusões. Sonhos. Coragem. Lembranças. Dores. Lágrimas. Sentimentos. Nostalgia. Memórias. Vontades. Dúvidas. Desamores. Partidas. Cobranças. Incertezas. Pensamentos. Mudanças. Doenças. Esperanças. Desprendimentos.
Deixar ir...
Podem ser palavras.
E por serem exatamente isso,
Têm seu significado!
Loretta di Fiori.
Nunca se sabe...
Decisões. Saudades. Ilusões. Sonhos. Coragem. Lembranças. Dores. Lágrimas. Sentimentos. Nostalgia. Memórias. Vontades. Dúvidas. Desamores. Partidas. Cobranças. Incertezas. Pensamentos. Mudanças. Doenças. Esperanças. Desprendimentos.
Deixar ir...
Podem ser palavras.
E por serem exatamente isso,
Têm seu significado!
Loretta di Fiori.
domingo, 15 de maio de 2016
Um minuto: uma história!
Um minuto,
Vou te contar uma história.
Talvez você chore,
Talvez sorria.
Talvez os dois
Ou talvez nenhum!
Um minuto,
Parece pouco tempo para quem vai.
Mas muito para quem fica.
Parece nada para quem fala,
Muito para quem espera.
De idas parecia.
Sempre disposta,
Amores incondicionais
Por quem nunca vira.
De sorrisos espalhados
Para todo lado,
Coração arrebentado
E aos pedaços.
Mas não se preocupava.
Guardava-se como um segredo.
Um mistério.
Como a rosa que amaldiçoou a Fera.
Se a última pétala caísse
Seria o fim do que nem começou
Ou do que já existiu sem findar-se.
Por isso, a protegia.
A guardava.
Mantinha-se em silêncio
E em segredo.
Risos espontâneos,
Sentimentos no aumentativo.
Paixão pela vida.
Pelas cores.
Pela música.
Pelos gestos e amores.
Sorrisos e dores
(Pois sabia que com elas crescia).
Mas um dia, não por descuido,
Mas por destino,
A última pétala da rosa caira.
Olhou, não calculou o que significava.
Mas seguiu e deixou acontecer.
Um minuto!
Não pode ser!
Foi o tempo...
Voltou o tempo no tempo
E lha fez reviver o que nunca tivera a chance de viver.
Mas esquecera-se do encantamento da rosa.
E já caída, fez-se a promessa.
Em um minuto,
De voltas sua vida volta.
E se revolta com a reviravolta.
Elogios não são mais como antes:
Seu combustível.
E por saber disso,
Os espalha para que sejam
O de outras pessoas.
Amores, incondicionais,
Já não são mais como antes.
Mas fala de amor
Para não esquecer-se de quem já foi.
Mesmo sem recebê-lo,
Doa em sua mais pura expressão,
Mesmo sendo tudo o que lhe resta.
Palavras já não passam de palavras.
A chuva cai como seu desespero de solidão.
Esquecimento. Desprezo.
Mas doa-se para poder ver o sol
E dele recompor o seu sentido de vida.
Haveria?
E por saber disso,
Busca a cada minuto,
Ser para o mundo
O que o mundo jamais
O fora para ela:
Amor!
Loretta di Fiori.
Vou te contar uma história.
Talvez você chore,
Talvez sorria.
Talvez os dois
Ou talvez nenhum!
Um minuto,
Parece pouco tempo para quem vai.
Mas muito para quem fica.
Parece nada para quem fala,
Muito para quem espera.
De idas parecia.
Sempre disposta,
Amores incondicionais
Por quem nunca vira.
De sorrisos espalhados
Para todo lado,
Coração arrebentado
E aos pedaços.
Mas não se preocupava.
Guardava-se como um segredo.
Um mistério.
Como a rosa que amaldiçoou a Fera.
Se a última pétala caísse
Seria o fim do que nem começou
Ou do que já existiu sem findar-se.
Por isso, a protegia.
A guardava.
Mantinha-se em silêncio
E em segredo.
Risos espontâneos,
Sentimentos no aumentativo.
Paixão pela vida.
Pelas cores.
Pela música.
Pelos gestos e amores.
Sorrisos e dores
(Pois sabia que com elas crescia).
Mas um dia, não por descuido,
Mas por destino,
A última pétala da rosa caira.
Olhou, não calculou o que significava.
Mas seguiu e deixou acontecer.
Um minuto!
Não pode ser!
Foi o tempo...
Voltou o tempo no tempo
E lha fez reviver o que nunca tivera a chance de viver.
Mas esquecera-se do encantamento da rosa.
E já caída, fez-se a promessa.
Em um minuto,
De voltas sua vida volta.
E se revolta com a reviravolta.
Elogios não são mais como antes:
Seu combustível.
E por saber disso,
Os espalha para que sejam
O de outras pessoas.
Amores, incondicionais,
Já não são mais como antes.
Mas fala de amor
Para não esquecer-se de quem já foi.
Mesmo sem recebê-lo,
Doa em sua mais pura expressão,
Mesmo sendo tudo o que lhe resta.
Palavras já não passam de palavras.
A chuva cai como seu desespero de solidão.
Esquecimento. Desprezo.
Mas doa-se para poder ver o sol
E dele recompor o seu sentido de vida.
Haveria?
E por saber disso,
Busca a cada minuto,
Ser para o mundo
O que o mundo jamais
O fora para ela:
Amor!
Loretta di Fiori.
sábado, 23 de abril de 2016
Depois Daquele Dia
Esperei tanto.
Uma espera quase infinita.
Quem eu era antes de você
Não importa:
Não importa a dor.
Não importa a falta que me fez.
Não importa o que só eu sabia.
Havia feito orações para que chegasse
Enfim, o dia.
Não sabia como seria.
Mas por isso eu queria!
Mas não veio.
E a espera só aumentou.
Num dia desses,
Num momento clichê,
Será?
Era mesmo possível?
Você. Ali. Aqui.
E foram dias assim,
Revivendo o futuro
Que nunca tive.
E construindo o passado
Onde nunca estive.
Não me acorde deste sonho,
Era o que rogava todas as manhãs.
Mas uma hora a noite finda-se
E a Lua despede-se
Daqueles olhos apaixonados
Na noite.
E meus dias depois daquele dia
Não foram mais os mesmos.
Afinal, sei que jamais voltarei
A ser a mesma mesmo!
Mas vivi intensamente
Cada segundo.
Cada respirar,
Cada pulsar mais acelerado de
Meu coração.
Cada gesto.
Cada toque.
Cada olhar.
Mudaram para sempre
Quem eu já fui antes de você
Para quem eu sou,
Após ter te reencontrado.
Aqui, meu adeus!
Deixo as borboletas
Darem seus beijos
E os bonecos de gelo
Aquecerem teu abraço!
Loretta di Fiori.
Uma espera quase infinita.
Quem eu era antes de você
Não importa:
Não importa a dor.
Não importa a falta que me fez.
Não importa o que só eu sabia.
Havia feito orações para que chegasse
Enfim, o dia.
Não sabia como seria.
Mas por isso eu queria!
Mas não veio.
E a espera só aumentou.
Num dia desses,
Num momento clichê,
Será?
Era mesmo possível?
Você. Ali. Aqui.
E foram dias assim,
Revivendo o futuro
Que nunca tive.
E construindo o passado
Onde nunca estive.
Não me acorde deste sonho,
Era o que rogava todas as manhãs.
Mas uma hora a noite finda-se
E a Lua despede-se
Daqueles olhos apaixonados
Na noite.
E meus dias depois daquele dia
Não foram mais os mesmos.
Afinal, sei que jamais voltarei
A ser a mesma mesmo!
Mas vivi intensamente
Cada segundo.
Cada respirar,
Cada pulsar mais acelerado de
Meu coração.
Cada gesto.
Cada toque.
Cada olhar.
Mudaram para sempre
Quem eu já fui antes de você
Para quem eu sou,
Após ter te reencontrado.
Aqui, meu adeus!
Deixo as borboletas
Darem seus beijos
E os bonecos de gelo
Aquecerem teu abraço!
Loretta di Fiori.
sexta-feira, 22 de abril de 2016
Minhas noites
Naquela noite não fecharam-se
Seus olhos.
Mantiveram-se à espera de sua dor
Ir embora e deixá-la.
Mas isso não aconteceu...
E a noite pintou a Lua
Para lhe fazer companhia.
Abriu então, sua janela,
E ali, deitada,
Contemplava sua gentil companhia.
Lançava aos céus suas preces.
E de seus olhos por vezes,
Vertiam lágrimas.
Como controlá-las?
A Lua iluminava seu coração em sombras.
O vento que uivava em sua janela
Toca seu rosto molhado.
Não piscava...
Tentava ouvir uma melodia em sua cabeça,
Mas nenhuma lhe agradava.
Levantou-se.
Sentou na cama.
Olhou para o chão,
Iluminado pela Lua,
Respirou fundo:
Hora de acordar,
O sol já vai raiar.
Mas lembrou que seu infinito de tempo
Era relativo
E só passaram-se algumas horas.
Secou as lágrimas,
Sorriu para a sua sombra atrás da cama.
Vestiu seu sorriso de novo:
Já era dia!
E assim, sua noite passara-se.
Era mais uma noite que se fora.
O jeito foi passar seu dia de olhos fechados
Para na próxima noite,
Esperar o mesmo acontecer:
Não fecharem-se os seus olhos...
Loretta di Fiori.
sexta-feira, 8 de abril de 2016
Um Dia...
Um dia,
Seus sonhos podem se realizar.
Um dia,
Caminhos se cruzarão novamente.
Um dia,
As lágrimas secarão.
Um dia...
Um dia,
A saudade baterá em retirada.
Um dia,
O amor dominará o mundo.
Um dia,
A felicidade será maior que a dor.
Um dia...
Um dia,
As noites em claro terão valido a pena.
Um dia,
As noites mal dormidas serão as melhores da tua vida.
Um dia,
A noite será tão alegre quanto o dia.
Um dia...
Um dia,
Poderemos ser o que quisermos!
Poderemos conquistar o mundo!
E até esse dia chegar,
Dia após dia,
Veremos pequenas maravilhas acontecerem!
Loretta di Fiori.
Seus sonhos podem se realizar.
Um dia,
Caminhos se cruzarão novamente.
Um dia,
As lágrimas secarão.
Um dia...
Um dia,
A saudade baterá em retirada.
Um dia,
O amor dominará o mundo.
Um dia,
A felicidade será maior que a dor.
Um dia...
Um dia,
As noites em claro terão valido a pena.
Um dia,
As noites mal dormidas serão as melhores da tua vida.
Um dia,
A noite será tão alegre quanto o dia.
Um dia...
Um dia,
Poderemos ser o que quisermos!
Poderemos conquistar o mundo!
E até esse dia chegar,
Dia após dia,
Veremos pequenas maravilhas acontecerem!
Loretta di Fiori.
quarta-feira, 30 de março de 2016
A Pianista
Toda vez, antes de se deitar, ela pega seus sonhos e os coloca na pauta de Sol.
Parece fácil a leitura, mas os movimentos são difíceis, o posicionamento das mãos é dolorido.
Pegava seu fone de ouvido, perdia-se na Tribute e enchia-se de fermatas!
Esquecia-se de que a vida colocara em sua partitura, acidentes de nota...repletos de bemóis, sustenidos e seus dobrados em várias de suas notas pecualiares.
Ela tocava. Talvez fosse a coisa para qual nascera. O amor que era pra ser seu na vida. Afinal, todos têm um! E o dela era diferente, especial... melódico!
Sua vida era música. Era ele - o piano.
Era a única certeza que tinha.
E todas as noites, antes de dormir, ela tentava compor novas melodias. Sendo invisível atrás daquelas teclas brancas e pretas.
Loretta di Fiori.
Parece fácil a leitura, mas os movimentos são difíceis, o posicionamento das mãos é dolorido.
Pegava seu fone de ouvido, perdia-se na Tribute e enchia-se de fermatas!
Esquecia-se de que a vida colocara em sua partitura, acidentes de nota...repletos de bemóis, sustenidos e seus dobrados em várias de suas notas pecualiares.
Ela tocava. Talvez fosse a coisa para qual nascera. O amor que era pra ser seu na vida. Afinal, todos têm um! E o dela era diferente, especial... melódico!
Sua vida era música. Era ele - o piano.
Era a única certeza que tinha.
E todas as noites, antes de dormir, ela tentava compor novas melodias. Sendo invisível atrás daquelas teclas brancas e pretas.
Loretta di Fiori.
Momentos
Momentos...
O que são eles?
Toda a dor um dia passa.
Toda felicidade que parecia nunca passar,
Um dia pode ser esmagada por uma lágrima.
Todo choro derramado em uma noite, se vai com o nascer do sol.
O dia cede espaço à negra noite,
Carregada de solidão e medo.
Uma hora a tempestade passa...
Vem o arco-íris.
Paisagens mudam-se com as estações.
Corações curam-se depois de um tempo.
Bem que a solidão poderia ser só um momento.
Pois sei que todos os momentos viram saudade.
Viram poesia...
Viram música!
Loretta di Fiori.
terça-feira, 9 de fevereiro de 2016
Tudo é Vaidade!
É vaidade comprar com o dinheiro que não se tem.
É vaidade olhar-se no espelho e ver-se perfeito.
É vaidade passear com um carro que é mais caro que sua própria casa.
É vaidade usar aplicativo que te maquia para postar fotos nas redes sociais.
É vaidade julgar alguém pela quantidade de "likes" e seguidores.
É vaidade julgar pela aparência.
É vaidade ficar feliz por uma notificação.
É vaidade discutir com quem não ouve.
É vaidade ter de tudo o que é de última geração.
É vaidade achar que a vida é só o que se vê.
É vaidade ficar feliz por uma notificação.
É vaidade discutir com quem não ouve.
É vaidade ter de tudo o que é de última geração.
É vaidade achar que a vida é só o que se vê.
É vaidade achar-se sem inimigos.
É vaidade tentar enganar sua idade.
É vaidade dar presentes caros para parecer amar.
É vaidade nunca perdoar.
É vaidade nunca perdoar.
É vaidade não amar alguém.
É vaidade não ajudar alguém.
É vaidade colocar status de felicidade quando se está morrendo de dor por dentro.
É vaidade mentir para conquistar amigos.
É vaidade falar mal para ser o bom.
É vaidade colocar tudo a perder por sua própria opinião.
É vaidade julgar-se o único certo.
É vaidade escrever indiretas para cutucar alguém.
É vaidade viver sob uma mentira.
É vaidade viver de aparências num mundo sem cara!
Tudo é vaidade quando a intenção é errada!
Loretta di Fiori
segunda-feira, 7 de dezembro de 2015
Os Dias Depois de Ontem
O ontem parece não ter acabado.
Em ilusões insiste em aparecer.
O passado daquelas palavras, ameaças
E desprezo, permanecem no presente.
Todavia, como foram presente, decidi
Que podem ficar com eles.
Os dias que se passaram de ontem
Foram vários.
Mas é como se fosse hoje e amanhã...
Todos os dias!
História dessa vida.
Miserável vida!
De que adianta ser conhecido?
De que adiantam as glórias?
Para que em um dia,
Num ontem qualquer,
Eu me esqueça disso por uns instantes
E depois, relute
Para lembrar onde os guardei.
Palavras!
Que ferem, que interferem.
Que queimam, que intermeiam
O que não se pode dizer.
O que não existe!
Não passam de vento.
Que como vem do norte,
Vai para os outros cantos da Terra.
Que seca a terra,
Levanta poeira,
Que pede gotas de chuva.
Mas a sequidão de estio permaneceu
Nestes dias depois de ontem.
Loretta di Fiori.
domingo, 15 de novembro de 2015
A Menina que Escrevia Versos
Escrevia sobre como via o mundo em que vivia.
Escrevia as notas que eram por ela tocadas.
Fazia rimas com as melodias.
Em uma velha praça
Se assentara, para de sua bolsa
Puxar o caderno que carregava suas histórias.
Caderno enfeitado e perfumado,
Ninguém imaginava as coisas que ele trazia.
Eram poemas de uma vida,
Que como todas,
Era composta não só de rimas,
Mas de frases frias
E pouca sintonia!
Mas em cada página,
Uma cor.
Um novo mundo,
Que, embora fosse de uma mesma vida,
Não fazia-se apenas de retas linhas.
Eram curvas,
E até claves.
Escrevia então, todas as vidas.
As que conhecia e as que não sabia!
E delas, como trilha,
Iam-se e perdiam-se de sua mira.
Escrevia o que poucos viam.
Como o toque da Lua na pele fria desse Mar,
Que deixava suas ondas beijarem as areias da praia
Para não deixá-la seca.
Como o que faziam aquelas estrelas que caiam
A cada desejo que as pessoas lhes faziam.
Como as notas estão nas músicas que tocam nas ruas da vida
E em como perspectivas dão novo sentido a coisas já antigas.
E em cada página
Uma lágrima,
Um sorriso.
Uma música,
Uma saudade...
Que embora pertencesse a uma mesma vida,
Não deixavam que ela se passasse vazia.
E naquela praça então,
Novos versos compõem sua nova canção.
Seria aquele casal de velhinhos
Ou o moço ali, sozinho?
E com isso, com caneta na mão,
Escreveu versos do que mais lhe tocou o coração!
Loretta di Fiori.
Escrevia as notas que eram por ela tocadas.
Fazia rimas com as melodias.
Em uma velha praça
Se assentara, para de sua bolsa
Puxar o caderno que carregava suas histórias.
Caderno enfeitado e perfumado,
Ninguém imaginava as coisas que ele trazia.
Eram poemas de uma vida,
Que como todas,
Era composta não só de rimas,
Mas de frases frias
E pouca sintonia!
Mas em cada página,
Uma cor.
Um novo mundo,
Que, embora fosse de uma mesma vida,
Não fazia-se apenas de retas linhas.
Eram curvas,
E até claves.
Escrevia então, todas as vidas.
As que conhecia e as que não sabia!
E delas, como trilha,
Iam-se e perdiam-se de sua mira.
Escrevia o que poucos viam.
Como o toque da Lua na pele fria desse Mar,
Que deixava suas ondas beijarem as areias da praia
Para não deixá-la seca.
Como o que faziam aquelas estrelas que caiam
A cada desejo que as pessoas lhes faziam.
Como as notas estão nas músicas que tocam nas ruas da vida
E em como perspectivas dão novo sentido a coisas já antigas.
E em cada página
Uma lágrima,
Um sorriso.
Uma música,
Uma saudade...
Que embora pertencesse a uma mesma vida,
Não deixavam que ela se passasse vazia.
E naquela praça então,
Novos versos compõem sua nova canção.
Seria aquele casal de velhinhos
Ou o moço ali, sozinho?
E com isso, com caneta na mão,
Escreveu versos do que mais lhe tocou o coração!
Loretta di Fiori.
O Conserto
Se um detalhe for esquecido,
Bastará uma imagem criada,
E nela, acreditada.
Será o suficiente para buscar sons
Que vêm e vão,
Rasgando a memória
Enquanto não há encanto em sua fala.
Duras Palavras!
Não há uma plateia saudosa
E sorridente
A contemplar.
Nem há afinação
Em qualquer um que a ele olhar.
São ásperos.
Ruídos!
Semblante pesado.
Destruídos!
De repente,
Juntam-se dois ou três,
Até tomar forma.
E logo, já se nota:
Estariam num teatro?
Como se fossem
A um espetáculo,
De repertório já conhecido,
Mas sem fazer-se referido,
Criam expectativas.
Cruéis!
Fazem disso um show.
Aplaudem com sarcasmo
O que é errado.
Imaginam notas
Onde há pausas.
E nas melodias,
Só o som das intrigas.
Um cedeu.
Entregou o instrumento.
Lançou fora o orgulho,
Rendendo-se para surpresa do show.
Era exatamente o que eles queriam.
Porém, mal sabiam que aquilo já estava escrito.
E não nas entrelinhas,
Mas sim, na peça que ali não terminaria...
Pois não era o fim da linha!
Afinal, isso não era um Concerto.
Embora parece InCerto
O porquê deste Conserto.
Loretta di Fiori
Bastará uma imagem criada,
E nela, acreditada.
Será o suficiente para buscar sons
Que vêm e vão,
Rasgando a memória
Enquanto não há encanto em sua fala.
Duras Palavras!
Não há uma plateia saudosa
E sorridente
A contemplar.
Nem há afinação
Em qualquer um que a ele olhar.
São ásperos.
Ruídos!
Semblante pesado.
Destruídos!
De repente,
Juntam-se dois ou três,
Até tomar forma.
E logo, já se nota:
Estariam num teatro?
Como se fossem
A um espetáculo,
De repertório já conhecido,
Mas sem fazer-se referido,
Criam expectativas.
Cruéis!
Fazem disso um show.
Aplaudem com sarcasmo
O que é errado.
Imaginam notas
Onde há pausas.
E nas melodias,
Só o som das intrigas.
Um cedeu.
Entregou o instrumento.
Lançou fora o orgulho,
Rendendo-se para surpresa do show.
Era exatamente o que eles queriam.
Porém, mal sabiam que aquilo já estava escrito.
E não nas entrelinhas,
Mas sim, na peça que ali não terminaria...
Pois não era o fim da linha!
Afinal, isso não era um Concerto.
Embora parece InCerto
O porquê deste Conserto.
Loretta di Fiori
quinta-feira, 24 de setembro de 2015
Notas de Silêncio
Calou-se.
Não se ouvira mais os sons...
Os doces sons daquelas músicas
Que ela tocava às seis da tarde.
Passava em frente à sua casa,
E, como quem para,
Admirava-me ouvi-la tocar.
Hoje, passei por lá.
Nada ouvi a tocar.
Pensei estar em semibreves,
Que de tempo, não eram nada breves!
Até que notei serem pausas.
Pausas dessas semibreves.
Comecei a contar.
Contei, contei.
E o compasso foi quase dobrado,
Então pensei "estão pontuadas".
Esses pontos de aumento
Só aumentaram minha tristeza
E agonia,
Por não ouvir nenhuma sinfonia!
Suas notas, que antes, faziam poesia,
Estavam quietas, como textos sem rima.
Afinal, isso era sua vida!
Coloque já um Ritornello,
Assim, volta à primeira composição,
Onde os sons
Eram de belas danças em vários tons.
Loretta di Fiori.
Não se ouvira mais os sons...
Os doces sons daquelas músicas
Que ela tocava às seis da tarde.
Passava em frente à sua casa,
E, como quem para,
Admirava-me ouvi-la tocar.
Hoje, passei por lá.
Nada ouvi a tocar.
Pensei estar em semibreves,
Que de tempo, não eram nada breves!
Até que notei serem pausas.
Pausas dessas semibreves.
Comecei a contar.
Contei, contei.
E o compasso foi quase dobrado,
Então pensei "estão pontuadas".
Esses pontos de aumento
Só aumentaram minha tristeza
E agonia,
Por não ouvir nenhuma sinfonia!
Suas notas, que antes, faziam poesia,
Estavam quietas, como textos sem rima.
Afinal, isso era sua vida!
Coloque já um Ritornello,
Assim, volta à primeira composição,
Onde os sons
Eram de belas danças em vários tons.
Loretta di Fiori.
quarta-feira, 2 de setembro de 2015
Valsa, você dança?
Todos sabiam da Valsa.
Sabiam os compassos que ela compunha
E julgavam entendê-la.
Afinal, parecia sem muito mistério
As notas composta em 3 por 4
Não surpreendiam ninguém.
Todavia, alguém pouco observado pela corte,
Aparência fina e trajes elegantes,
Começa a perceber o segredo atrás das partituras.
E em silêncio,observa os detalhes.
Estavam fora do ritmo.
Pés descompassados,
Errados.
Desafinados!
Então, chama a Valsa para sua primeira dança.
Estende-lhe a mão e sugere um novo refrão.
Afinal, ela não fizera questão de corrigir todos daquele salão,
Mas agradou-se daquele e retribuiu-lhe como canção.
E assim, em sua primeira dança
Compôs rima em seu coração.
Foi assim que surgiu a lenda do ritornello...
Onde nenhum deles queria parar de dançar,
Voltavam sempre ao começo
Sem nunca pararem de sonhar.
Loretta di Fiori.
A Espera
Esperar pela manhã após uma noite infinita;
Esperar pelo fim da música quando não se quer mais ouvi-la;
Esperar pela pergunta para responder;
Esperar o tempo que, descontente,
Gera angústia.
São de pesares esses tempos de espera.
Se esperares, o que então terás?
E se não o fizeres, não é certo que também o terás?
A mãe que espera nove meses para conhecer o rosto de seu filho,
Que espera conhecer o mundo.
A menina que espera seu príncipe encantado;
O rapaz que espera pela moça que está a lhe esperar.
Um espera pelo outro.
E o mundo espera por quem?
Esperar por ser o próximo em alguma situação;
Esperar o farol abrir;
Esperar por uma vaga naquela Empresa;
Esperar a chuva passar para sair de casa;
Esperar ele ligar para ir se arrumar.
Esperar o tempo que, descontente,
Gera dúvida.
São dias de inverno ansiando a primavera.
São ondas esperando para beijar a praia.
São notas mudas esperando ser tocadas.
São mãos solitárias esperando o convite para a primeira dança.
São feridas esperando a cura.
São cicatrizes esperando ser aceitas.
Como uma carta, que espera o tempo certo, para chegar
E tocar o coração daquele que a lerá.
Como o Sol, que espera a Lua concluir seu espetáculo.
Como o vento que espera o tempo certo para fazer a curva.
Como a tempestade que espera o tempo certo para ir-se...
Tudo passa, pois tudo acontece no tempo certo.
Basta saber esperar.
Loretta di Fiori.
Esperar pelo fim da música quando não se quer mais ouvi-la;
Esperar pela pergunta para responder;
Esperar o tempo que, descontente,
Gera angústia.
São de pesares esses tempos de espera.
Se esperares, o que então terás?
E se não o fizeres, não é certo que também o terás?
A mãe que espera nove meses para conhecer o rosto de seu filho,
Que espera conhecer o mundo.
A menina que espera seu príncipe encantado;
O rapaz que espera pela moça que está a lhe esperar.
Um espera pelo outro.
E o mundo espera por quem?
Esperar por ser o próximo em alguma situação;
Esperar o farol abrir;
Esperar por uma vaga naquela Empresa;
Esperar a chuva passar para sair de casa;
Esperar ele ligar para ir se arrumar.
Esperar o tempo que, descontente,
Gera dúvida.
São dias de inverno ansiando a primavera.
São ondas esperando para beijar a praia.
São notas mudas esperando ser tocadas.
São mãos solitárias esperando o convite para a primeira dança.
São feridas esperando a cura.
São cicatrizes esperando ser aceitas.
Como uma carta, que espera o tempo certo, para chegar
E tocar o coração daquele que a lerá.
Como o Sol, que espera a Lua concluir seu espetáculo.
Como o vento que espera o tempo certo para fazer a curva.
Como a tempestade que espera o tempo certo para ir-se...
Tudo passa, pois tudo acontece no tempo certo.
Basta saber esperar.
Loretta di Fiori.
quarta-feira, 5 de agosto de 2015
Ah, Vida!
O pior da vida é não
saber vivê-la, apenas.
É não falar a verdade quando
esta grita dentro da gente, atormentando-nos a consciência.
É buscar a felicidade
nos outros, nas coisas do mundo, quando sabe-se que felicidade se instala
primeiro dentro da gente e que, do contrário, tudo fica por um fio.
É complicar as
situações quando sabemos que o tempo é precioso e curto demais para se deixar
ir.
É sentar-se e esperar
a vida passar, quando ainda não entendemos que somos nós mesmos que passamos por
ela.
É não ajudar o mundo
quando achamos que somos invencíveis e autossuficientes, esquecendo que somos
tão frágeis, quanto muralhas de areia.
É não amar o outro
quando tudo o que queremos é ser amados.
É valorizar quando não
mais se tem.
É se irritar, julgar,
machucar, não demonstrar, é preferir chorar a sorrir, ter pesadelos a sonhar, deixar de acreditar...
Por isso cante, dance, escute-se!
Escute o mundo; mude,e em alguns momentos fique mudo!
Perca às vezes, para quando ganhar, ser mais doce a vitória.
Escute o mundo; mude,e em alguns momentos fique mudo!
Perca às vezes, para quando ganhar, ser mais doce a vitória.
Sorria, abrace, mas
antes de tudo se abrace.
Corra, se não alcançar, espere, ainda não é a hora.
Prepare-se para as
oportunidades todas que a vida te dá das melhores formas:
Nas inesperadas
surpresas das ações e reações,
Na simples certeza de que
ela ficará melhor.
Mister Steiner
Uma prosa para deixar ir
Na verdade, nunca fui boa em despedidas. Aquele momento que o céu parece romper-se e fazer-se chão enquanto que o próprio chão desmorona sob os pés, desesperados.
Mas comecei a pensar: não são apenas aqueles momentos que todo mortal reluta em estar. Mas são também, pequenas coisas na vida cotidiana que levam- nos a nos despedir.
Nos despedimos da troca de olhares quando esbarramos com alguém, em algum lugar. Nos despedimos do sol quando olhamos para o céu laranjado, que anuncia sua partida. Ele anuncia! Mas tantas outras coisa não o fazem. E deveriam?
Se realmente tivéssemos as anunciações das coisas e pessoas que se vão, alguma coisa poderia mudar?
"Ah, desisto", é o que alguém exclama por simplesmente não ter conseguido o que queria.
"Não adianta, larga mão", é o que muitos lamuriam depois de murmurarem contra sua sina.
Deixamos ir o que deveríamos manter e insistimos no que deveríamos dar adeus.
Quando se despedes de alguém, não dá uma vontade de ficar mais? De suplicar "fique", mesmo que com os olhos?
Quando choras a saudade...e a escondes com um "estou feliz por você", na verdade, é você deixar ir o orgulho. Esquece-se de você mesmo quando deixas alguém ser feliz, mesmo que após uma despedida.
Mesmo na última cena, tocas as mãos frias de alguém ali, imóvel, e imaginas que também deve deixá-lo ir. Mesmo que doa!
Algumas despedidas nos fazem sofrer mais que outras. Nos arrancam parte nossa e levam junto! Isso é maravilhoso, mesmo que pareça sofrimento. Porque do mesmo modo que sentes, certamente alguém também sente, ali, do outro lado.
Olhe para o céu. Procure a estrela que sempre está ali, brilhando para você. Dê um nome a ela, e despeça-se quando amanhecer. Ela pode não aparecer no próximo luar.
Loretta di Fiori,
Se realmente tivéssemos as anunciações das coisas e pessoas que se vão, alguma coisa poderia mudar?
"Ah, desisto", é o que alguém exclama por simplesmente não ter conseguido o que queria.
"Não adianta, larga mão", é o que muitos lamuriam depois de murmurarem contra sua sina.
Deixamos ir o que deveríamos manter e insistimos no que deveríamos dar adeus.
Quando se despedes de alguém, não dá uma vontade de ficar mais? De suplicar "fique", mesmo que com os olhos?
Quando choras a saudade...e a escondes com um "estou feliz por você", na verdade, é você deixar ir o orgulho. Esquece-se de você mesmo quando deixas alguém ser feliz, mesmo que após uma despedida.
Mesmo na última cena, tocas as mãos frias de alguém ali, imóvel, e imaginas que também deve deixá-lo ir. Mesmo que doa!
Algumas despedidas nos fazem sofrer mais que outras. Nos arrancam parte nossa e levam junto! Isso é maravilhoso, mesmo que pareça sofrimento. Porque do mesmo modo que sentes, certamente alguém também sente, ali, do outro lado.
Olhe para o céu. Procure a estrela que sempre está ali, brilhando para você. Dê um nome a ela, e despeça-se quando amanhecer. Ela pode não aparecer no próximo luar.
Loretta di Fiori,
Já Mudaste o Mundo de Alguém?
Chegou a abrir a porta para alguma dama passar?
Já entendeu as limitações das pessoas que ama?
Já se pegou sorrindo de lado ao pensar em alguém?
Espalhou sorrisos quando chegou a algum lugar?
Já disse muitos elogios?
Já sacrificou algum compromisso teu para ir abraçar alguém?
Já se pegou fazendo preces pelas pessoas que viste naquele dia?
Chegou a ajudar alguma senhora, com suas compras?
Caminhou ao lado de alguém?
Já doou seu tempo de sono a alguém que precisava de você?
Chorou sozinho a dor de alguém?
Mandou flores no último aniversário?
Fez uma serenata naquela noite de Luar?
Já enviou uma música para alguém?
Já fez palhaçada para alguém triste sorrir?
Já deste o nome de alguém a uma estrela?
Inventou teorias para consolar um amigo?
Parou o carro para um adolescente atravessar a rua, mesmo ele estando errado?
Fez surpresas?
Escreveu bilhete e deixou debaixo da xícara de alguém?
Já jogou uma garrafa no mar com alguma coisa importante para você, dentro?
Já contou de histórias que leu em livros, de forma real?
Já ligou por saudade?
Já chegou atrasado na última festa de família, mas todos se alegraram?
Já visitou órfãos?
Já doou suas roupas de inverno a alguém?
Você mudou o mundo de alguém, nessa vida?
Loretta di Fiori.
Já entendeu as limitações das pessoas que ama?
Já se pegou sorrindo de lado ao pensar em alguém?
Espalhou sorrisos quando chegou a algum lugar?
Já disse muitos elogios?
Já sacrificou algum compromisso teu para ir abraçar alguém?
Já se pegou fazendo preces pelas pessoas que viste naquele dia?
Chegou a ajudar alguma senhora, com suas compras?
Caminhou ao lado de alguém?
Já doou seu tempo de sono a alguém que precisava de você?
Chorou sozinho a dor de alguém?
Mandou flores no último aniversário?
Fez uma serenata naquela noite de Luar?
Já enviou uma música para alguém?
Já fez palhaçada para alguém triste sorrir?
Já deste o nome de alguém a uma estrela?
Inventou teorias para consolar um amigo?
Parou o carro para um adolescente atravessar a rua, mesmo ele estando errado?
Fez surpresas?
Escreveu bilhete e deixou debaixo da xícara de alguém?
Já jogou uma garrafa no mar com alguma coisa importante para você, dentro?
Já contou de histórias que leu em livros, de forma real?
Já ligou por saudade?
Já chegou atrasado na última festa de família, mas todos se alegraram?
Já visitou órfãos?
Já doou suas roupas de inverno a alguém?
Você mudou o mundo de alguém, nessa vida?
Loretta di Fiori.
quinta-feira, 16 de julho de 2015
Seus Dias
Suas palavras destilavam desespero.
Seus olhos exalavam angústia.
Não vivia mais aquela vida.
Culpava o mundo por ter-se
Abatido. Exaurido. Esquecido.
Em seu coração não havia esperança.
Em sua voz, não havia alegria.
Em seu rosto, só havia marcas
De seus dias.
De seus dias em lágrimas vividos.
Não caíra em si.
Não via mais.
Não ouvia também.
Sua vida era coberta de "nãos".
De portas fechadas.
Seus dias eram nublados,
Nunca vira o brilho do sol,
Nem sentira jamais seu calor.
Apenas o frio da sombra
Na qual estava
Ou pensava estar,
Lhe era por companhia.
Sua dor, eterna e inseparável.
Na verdade, não se imagina sem ela,
Não saberia como reagir.
Não eram as marcas
E cicatrizes em seu corpo,
Que lhe perturbavam.
Eram as manchas em seus dias
Passados e futuros
Que ocultavam a beleza de seu coração.
Não sabia o que era saudade.
Esquecera-se do amor.
Não reconhecia uma pequena maravilha
Em seus dias.
Seus dias eram tristes.
Tristes eram seus saudosos suspiros
Tentando encontrar-se
Ou fugir,
Nem sabia mais!
Desventuras!
Interrupção do pretérito perfeito,
Pelo destino que daria outro futuro a tal pretérito.
E nesse duelo de tempos,
Vive sem saber o que fazer
Em seu presente.
Sem saber o que fazer
Em seus dias.
Já tentou mudar os dias passados
E esquece-se que só pode mudar
Seus dias futuros.
Todavia, neles recusa-se estar.
Dos olhos do eu-lírico
Jorram lágrimas.
Escorre sangue
Da ferida que está aberta em seu coração.
De si, restam suas mãos trêmulas
Que compõem estes versos.
O que queres
Em teus dias?
O que buscas
Em teus breves dias?
Julgas a vida por não aceitá-la
Ou por amá-la demais
E sofrer ao pensar
Viver sem ela
Em teus dias?
Loretta di Fiori.
Seus olhos exalavam angústia.
Não vivia mais aquela vida.
Culpava o mundo por ter-se
Abatido. Exaurido. Esquecido.
Em seu coração não havia esperança.
Em sua voz, não havia alegria.
Em seu rosto, só havia marcas
De seus dias.
De seus dias em lágrimas vividos.
Não caíra em si.
Não via mais.
Não ouvia também.
Sua vida era coberta de "nãos".
De portas fechadas.
Seus dias eram nublados,
Nunca vira o brilho do sol,
Nem sentira jamais seu calor.
Apenas o frio da sombra
Na qual estava
Ou pensava estar,
Lhe era por companhia.
Sua dor, eterna e inseparável.
Na verdade, não se imagina sem ela,
Não saberia como reagir.
Não eram as marcas
E cicatrizes em seu corpo,
Que lhe perturbavam.
Eram as manchas em seus dias
Passados e futuros
Que ocultavam a beleza de seu coração.
Não sabia o que era saudade.
Esquecera-se do amor.
Não reconhecia uma pequena maravilha
Em seus dias.
Seus dias eram tristes.
Tristes eram seus saudosos suspiros
Tentando encontrar-se
Ou fugir,
Nem sabia mais!
Desventuras!
Interrupção do pretérito perfeito,
Pelo destino que daria outro futuro a tal pretérito.
E nesse duelo de tempos,
Vive sem saber o que fazer
Em seu presente.
Sem saber o que fazer
Em seus dias.
Já tentou mudar os dias passados
E esquece-se que só pode mudar
Seus dias futuros.
Todavia, neles recusa-se estar.
Dos olhos do eu-lírico
Jorram lágrimas.
Escorre sangue
Da ferida que está aberta em seu coração.
De si, restam suas mãos trêmulas
Que compõem estes versos.
O que queres
Em teus dias?
O que buscas
Em teus breves dias?
Julgas a vida por não aceitá-la
Ou por amá-la demais
E sofrer ao pensar
Viver sem ela
Em teus dias?
Loretta di Fiori.
terça-feira, 2 de junho de 2015
Depois da Chuva
Vivia sua vida
Pacata, sorridente
Longe dos sonhos
Que há muito deixara.
Compôs novas rimas,
Novas melodias.
Porém, vez ou outra
Recaía em suas lembranças.
Até que sua primavera
Abre uma nova flor...
Daquela árvore que esquecera
E deixara para trás.
A chuva lhe regara
Estação após estação,
Vivificando sua solidão.
E ela, que tanto se entristecia com a chuva
Mal sabia o bem que esta estava a lhe trazer.
"Oh doce sonho!
Você enfim de volta.
Como posso acreditar que és real
E não, fruto da minha fantasia?'
- Era a cantiga que ela entoava
Todos os dias ao esperar o desabrochar daquela flor,
Que ora nem se quer se abria.
Isto, em si, lhe consumia!
E passou a esperar todos os dias
O depois da chuva.
Gotas que despencavam de sua janela
Se misturavam àquelas que de seus olhos desciam.
Era tão difícil esperar
Pelo fim daquela sonatina.
Notas prateadas que desciam do céu
Escuro...
Que clamava em voz de trovão
À terra, sobre sua solidão.
Queria que todos lhe ouvissem
E sentissem o peso das suas lágrimas
Que para ela, não era maior do que a
Dor de sua espera.
Suspirava.
Cantava.
Escrevia...
Lançava seu olhar aos céus
E buscava uma resposta
Do Maestro
Sobre quem Ele escolheria
Para lhe ser um dueto
De modo que pudessem
Tocar sua próxima poesia.
A chuva se ia como um rallentando.
Se despedia da terra que encharcara.
E ela se partia para ver se sua flor
Havia-se sorrido a alguém mais.
E era o que ela fazia todos os dias
Depois da Chuva.
Loretta di Fiori
Pacata, sorridente
Longe dos sonhos
Que há muito deixara.
Compôs novas rimas,
Novas melodias.
Porém, vez ou outra
Recaía em suas lembranças.
Até que sua primavera
Abre uma nova flor...
Daquela árvore que esquecera
E deixara para trás.
A chuva lhe regara
Estação após estação,
Vivificando sua solidão.
E ela, que tanto se entristecia com a chuva
Mal sabia o bem que esta estava a lhe trazer.
"Oh doce sonho!
Você enfim de volta.
Como posso acreditar que és real
E não, fruto da minha fantasia?'
- Era a cantiga que ela entoava
Todos os dias ao esperar o desabrochar daquela flor,
Que ora nem se quer se abria.
Isto, em si, lhe consumia!
E passou a esperar todos os dias
O depois da chuva.
Gotas que despencavam de sua janela
Se misturavam àquelas que de seus olhos desciam.
Era tão difícil esperar
Pelo fim daquela sonatina.
Notas prateadas que desciam do céu
Escuro...
Que clamava em voz de trovão
À terra, sobre sua solidão.
Queria que todos lhe ouvissem
E sentissem o peso das suas lágrimas
Que para ela, não era maior do que a
Dor de sua espera.
Suspirava.
Cantava.
Escrevia...
Lançava seu olhar aos céus
E buscava uma resposta
Do Maestro
Sobre quem Ele escolheria
Para lhe ser um dueto
De modo que pudessem
Tocar sua próxima poesia.
A chuva se ia como um rallentando.
Se despedia da terra que encharcara.
E ela se partia para ver se sua flor
Havia-se sorrido a alguém mais.
E era o que ela fazia todos os dias
Depois da Chuva.
Loretta di Fiori
segunda-feira, 1 de junho de 2015
Sob os olhos dela
Jamais eu vira olhos que brilhassem tanto
Ao ver alguém diante de si,
Como os olhos daquela moça.
Eles se perdiam na imensidão
De paixão e amor
Que recebia de outro lado.
Seu sorriso era como a resposta mais bela,
Como a música mais emocionante
De uma festa de gala.
Sua cabeça se virava levemente,
Seu sorriso não deixava de aparecer
Enquanto seu rosto se estampava
Com as marcas das lágrimas
Que de seus olhos, desciam.
Ela era jovem,
Sua pele, como uma folha
Banhada pelo orvalho,
Resplandecia como a luz da aurora.
Seus olhos emanavam luz
Quando ele tocava suas mãos.
Seu mundo parava de girar
Quando ele lhe presenteava
Com seu sorriso.
Ele era jovem,
Mas nunca conhecera uma moça
Que lhe tocasse tanto o coração.
Que lhe fosse como a gravidade,
Preenchendo de flores e poesia,
Seu mundo de concreto.
Ele a viu sorrindo
Para aquela senhora...
Ela era tão gentil e cuidadosa
Como seus olhos poderiam
Lhe deixar e perder para outros?
Assim, permaneciam fixos nela,
Embalados pela doçura que era contemplá-la
Mudando o mundo das pessoas que tocava.
Ela era delicada e discreta;
Não permitia que desvendassem
A direção de seus pensamentos
Que faziam pauta melódica
Em direção àquele jovem rapaz.
Assim, sutilmente compunha versos
E rimas melancólicas...
E de sua janela,
Ele todos os dias passava
E ouvia as rapsódias e valsas
Que julgava, a ele dedicadas.
Até que juntos decidem fazer música...
E em uma manhã de primavera,
Enquanto tocava Vivaldi,
Ele lhe toca.
Suas mãos estavam trêmulas
E de sua boca não saía som algum...
Apenas uma melodia de um choro
Que vinha da mais profunda alegria
E satisfação de tê-la diante de seus olhos.
As mãos dela a seguram firmemente,
Então, ele consegue continuar a construção
Que erguia para proteger o coração da moça:
A questiona se seria seu mundo colorido
Ao invés de seu mundo concreto.
Se seria sua música
Ao invés de seu silêncio.
Se seria a mais bela melodia pela manhã
Ao invés dos raios de sol lhe tocando pelas frestas da janela.
Se seria seu porto seguro
Ao invés do pôr do sol.
Se seria sua rima
Nas palavras que lhe faltassem.
Se seria seu amor
Quando a ela seu coração entregasse!
A moça então, aperta-lhe mais firme as mãos.
Gentilmente sorri
E sobre os olhos dela
Se vê um lindo
"Sim".
Loretta di Fiori
Ao ver alguém diante de si,
Como os olhos daquela moça.
Eles se perdiam na imensidão
De paixão e amor
Que recebia de outro lado.
Seu sorriso era como a resposta mais bela,
Como a música mais emocionante
De uma festa de gala.
Sua cabeça se virava levemente,
Seu sorriso não deixava de aparecer
Enquanto seu rosto se estampava
Com as marcas das lágrimas
Que de seus olhos, desciam.
Ela era jovem,
Sua pele, como uma folha
Banhada pelo orvalho,
Resplandecia como a luz da aurora.
Seus olhos emanavam luz
Quando ele tocava suas mãos.
Seu mundo parava de girar
Quando ele lhe presenteava
Com seu sorriso.
Ele era jovem,
Mas nunca conhecera uma moça
Que lhe tocasse tanto o coração.
Que lhe fosse como a gravidade,
Preenchendo de flores e poesia,
Seu mundo de concreto.
Ele a viu sorrindo
Para aquela senhora...
Ela era tão gentil e cuidadosa
Como seus olhos poderiam
Lhe deixar e perder para outros?
Assim, permaneciam fixos nela,
Embalados pela doçura que era contemplá-la
Mudando o mundo das pessoas que tocava.
Ela era delicada e discreta;
Não permitia que desvendassem
A direção de seus pensamentos
Que faziam pauta melódica
Em direção àquele jovem rapaz.
Assim, sutilmente compunha versos
E rimas melancólicas...
E de sua janela,
Ele todos os dias passava
E ouvia as rapsódias e valsas
Que julgava, a ele dedicadas.
Até que juntos decidem fazer música...
E em uma manhã de primavera,
Enquanto tocava Vivaldi,
Ele lhe toca.
Suas mãos estavam trêmulas
E de sua boca não saía som algum...
Apenas uma melodia de um choro
Que vinha da mais profunda alegria
E satisfação de tê-la diante de seus olhos.
As mãos dela a seguram firmemente,
Então, ele consegue continuar a construção
Que erguia para proteger o coração da moça:
A questiona se seria seu mundo colorido
Ao invés de seu mundo concreto.
Se seria sua música
Ao invés de seu silêncio.
Se seria a mais bela melodia pela manhã
Ao invés dos raios de sol lhe tocando pelas frestas da janela.
Se seria seu porto seguro
Ao invés do pôr do sol.
Se seria sua rima
Nas palavras que lhe faltassem.
Se seria seu amor
Quando a ela seu coração entregasse!
A moça então, aperta-lhe mais firme as mãos.
Gentilmente sorri
E sobre os olhos dela
Se vê um lindo
"Sim".
Loretta di Fiori
terça-feira, 26 de maio de 2015
Sob o Pôr-do-Sol
Seu dia fora passado como os demais.
Não vira nada que lhe fosse peculiar...
Olhava o movimento das curvas,
Nada a declarar.
Percebia cada som que
Não entoava nova música,
Apenas velha...
Se andasse mais um pouco,
Notaria que nada estava diferente.
Não que houvesse falta de cor
Ou de cantos,
Mas que estava tudo ali,
Não havia nada a mudar!
Então, como a Terra
Rotaciona,
Seus pensamentos
Lhe foram tal direção...
Um misto de vontades e emoções.
Medos e decepções,
Preencheram o coração
Daquele ser.
E com o fim de seu dia,
Seu Sol se despedia...
Era belo e saudoso seu espetáculo!
Roubou então, sua atenção
E os seus olhos se apaixonaram
Por aquelas cores
Que desenhavam o fundo deles, enquanto cintilavam!
Sim, ficou ali por um breve tempo,
Parado. Estagnado.
Nada lhe distraía...
Pois dali, obteve inspiração
Para voltar ao seu dia
E fazer dele,
A sua tela
Enquanto vestia-se de artista!
Loretta di Fiori.
Não vira nada que lhe fosse peculiar...
Olhava o movimento das curvas,
Nada a declarar.
Percebia cada som que
Não entoava nova música,
Apenas velha...
Se andasse mais um pouco,
Notaria que nada estava diferente.
Não que houvesse falta de cor
Ou de cantos,
Mas que estava tudo ali,
Não havia nada a mudar!
Então, como a Terra
Rotaciona,
Seus pensamentos
Lhe foram tal direção...
Um misto de vontades e emoções.
Medos e decepções,
Preencheram o coração
Daquele ser.
E com o fim de seu dia,
Seu Sol se despedia...
Era belo e saudoso seu espetáculo!
Roubou então, sua atenção
E os seus olhos se apaixonaram
Por aquelas cores
Que desenhavam o fundo deles, enquanto cintilavam!
Sim, ficou ali por um breve tempo,
Parado. Estagnado.
Nada lhe distraía...
Pois dali, obteve inspiração
Para voltar ao seu dia
E fazer dele,
A sua tela
Enquanto vestia-se de artista!
Loretta di Fiori.
quinta-feira, 14 de maio de 2015
Rapsódia sob um tema famoso
Hoje parei por alguns instantes
Meu olhar e o fixei em algumas pessoas.
Pessoas tais que não conhecia,
Jamais vira.
Porém, faziam tudo sem mistério
Nem medo ou vergonha.
Cingiam seus olhares de
Amor e destilavam sorrisos
Umas às outras.
Sem medo do que poderia vir depois,
Se entregavam à magia do momento.
Caminhavam contra o vento
E dançavam em seu compasso
Sem tropeçar.
Em instantes roubaram minha atenção.
E dava para notar naquela canção
Que pareciam tão felizes...
Sem se importar.
Mas deveriam?
O que é a vida?
São compassos de segundas
Terças e quintas.
Ora com rallentandos ora com pausas.
Mas não deixam nunca de fazer música!
São palavras que movem as pessoas.
Elogios, críticas, desprezos e mentiras
Que podem arruinar ou alimentar uma vida.
Porque tudo isso pode preencher o vazio de um momento
E ao mesmo tempo,
Abrir um buraco que permanecerá até o fim da eternidade.
Olhares, gestos, carinhos, palavras...
Tudo pode passar.
Mas o que eles fazem
E trazem
No máximo,
Ficam na memória.
E de lá,
Ninguém os pode tirar.
Porque as pessoas sentirem,
Amarem, odiarem
Faz parte do ser o que nascemos para ser.
E por que então, não colorir os momentos
E enfeitar os sentimentos?
Loretta di Fiori.
Meu olhar e o fixei em algumas pessoas.
Pessoas tais que não conhecia,
Jamais vira.
Porém, faziam tudo sem mistério
Nem medo ou vergonha.
Cingiam seus olhares de
Amor e destilavam sorrisos
Umas às outras.
Sem medo do que poderia vir depois,
Se entregavam à magia do momento.
Caminhavam contra o vento
E dançavam em seu compasso
Sem tropeçar.
Em instantes roubaram minha atenção.
E dava para notar naquela canção
Que pareciam tão felizes...
Sem se importar.
Mas deveriam?
O que é a vida?
São compassos de segundas
Terças e quintas.
Ora com rallentandos ora com pausas.
Mas não deixam nunca de fazer música!
São palavras que movem as pessoas.
Elogios, críticas, desprezos e mentiras
Que podem arruinar ou alimentar uma vida.
Porque tudo isso pode preencher o vazio de um momento
E ao mesmo tempo,
Abrir um buraco que permanecerá até o fim da eternidade.
Olhares, gestos, carinhos, palavras...
Tudo pode passar.
Mas o que eles fazem
E trazem
No máximo,
Ficam na memória.
E de lá,
Ninguém os pode tirar.
Porque as pessoas sentirem,
Amarem, odiarem
Faz parte do ser o que nascemos para ser.
E por que então, não colorir os momentos
E enfeitar os sentimentos?
Loretta di Fiori.
segunda-feira, 30 de março de 2015
Amanhã de manhã
Amanhã de manhã quando eu acordar,
Pintarei o céu mais azul
E o sol mais brilhante
Para que contemple da janela
E alegre o teu dia.
Amanhã de manhã quando eu acordar,
Comporei a mais bela melodia
Em Ode à beleza e gentileza
Que cobrem de certeza
Este que a rodeia.
Amanhã de manhã quando eu acordar,
Despertarei-te do profundo sono
E, com um sorriso,
Direi que dentre todas as rimas,
A do teu sorriso é mais perfeita.
Amanhã de manhã quando eu acordar,
Haverá sol, flores,calor
E a nossa música!
E assim farei por todas as manhãs que acordar.
Mas amanhã de manhã, quando você acordar
E eu não estiver mais aqui,
Continue olhando para o céu.
A música ainda tocará...
E ela lhe arrancará a perfeita rima
Que já disse de onde vem!
E se amanhã de manhã quando você acordar,
Ninguém te disser "bom dia",
Saiba que de onde eu estiver,
Olharei para o Sol
E pedirei um brilho especial dele
Para que lhe aqueça como essas palavras me aqueciam.
E se a Lua, quando o dia começar a se findar,
Resolver só aparecer pela metade,
A veja como seu sorriso - meu sorriso.
Não importando quem o veja também,
É para você que ela o abre.
Amanhã de manhã quando você acordar,
O canto mais belo de um pássaro
Será teu despertar.
E junto dele,
Se perceber,
Haverá notas melancólicas,
Como as histórias que escrevemos.
Amanhã de manhã
Será um lindo dia!
E com a mais sincera sinfonia
Quero escrever no céu
Para mostrar ao mundo inteiro
O que todas as manhãs farei
Até a eternidade passar.
E cada dia que se passar
Será um mais perto
De poder despertar
O amanhã de manhã
Ao teu lado.
Loretta di Fiori.
Pintarei o céu mais azul
E o sol mais brilhante
Para que contemple da janela
E alegre o teu dia.
Amanhã de manhã quando eu acordar,
Comporei a mais bela melodia
Em Ode à beleza e gentileza
Que cobrem de certeza
Este que a rodeia.
Amanhã de manhã quando eu acordar,
Despertarei-te do profundo sono
E, com um sorriso,
Direi que dentre todas as rimas,
A do teu sorriso é mais perfeita.
Amanhã de manhã quando eu acordar,
Haverá sol, flores,calor
E a nossa música!
E assim farei por todas as manhãs que acordar.
Mas amanhã de manhã, quando você acordar
E eu não estiver mais aqui,
Continue olhando para o céu.
A música ainda tocará...
E ela lhe arrancará a perfeita rima
Que já disse de onde vem!
E se amanhã de manhã quando você acordar,
Ninguém te disser "bom dia",
Saiba que de onde eu estiver,
Olharei para o Sol
E pedirei um brilho especial dele
Para que lhe aqueça como essas palavras me aqueciam.
E se a Lua, quando o dia começar a se findar,
Resolver só aparecer pela metade,
A veja como seu sorriso - meu sorriso.
Não importando quem o veja também,
É para você que ela o abre.
Amanhã de manhã quando você acordar,
O canto mais belo de um pássaro
Será teu despertar.
E junto dele,
Se perceber,
Haverá notas melancólicas,
Como as histórias que escrevemos.
Amanhã de manhã
Será um lindo dia!
E com a mais sincera sinfonia
Quero escrever no céu
Para mostrar ao mundo inteiro
O que todas as manhãs farei
Até a eternidade passar.
E cada dia que se passar
Será um mais perto
De poder despertar
O amanhã de manhã
Ao teu lado.
Loretta di Fiori.
Nostalgia
Ao acordar, percebi o céu um pouco triste.
O Sol, desanimado, brilhava com timidez à minha janela.
Acordei com saudosas lembranças em forma de melodia.
Meu coração insistiu em bater em seu ritmo...
Seria fácil fechar os olhos, balançar a cabeça
E tentar seguir o dia.
Mas não funciona assim!
Meus olhos vertiam lágrimas
E meu suspirar era com ponto de aumento!
A distância do melancólico olhar
Penetrava a vazia vista.
Não havia nada que a preenchesse!
Comecei o dia!
E no caminho dele,
Notei a falta que me faz.
Percebi, naquelas notas,
Como que os bemóis num compasso dois por dois
Fazem falta, para melancolizar ainda mais, a sutil harmonia
Dos sons.
E em eco, minhas lembranças respondiam ao compasso!
Nada mudava!
O sorriso também se perdeu no meio do caminho,
Tentando achar seu destino!
Ao parar, as mãos tocavam a melodia.
E dos olhos, a imagem ainda ficava,
Todos a compunham!
Ninguém escapava...
Pintei um retrato.
Daquele que ainda guardo!
Que prelúdio!
A valsa começou,
Não há ninguém para dançar...
Sigo assim,
A Lua apareceu em sorriso para mim!
Sim, era só para mim.
Não importa em qual lado do universo
Eu esteja,
Ela é a mesma
E sorri apenas de uma forma!
E sei que é para mim.
Sei muito bem!
Foi desta forma,
Que em relapso,
Me senti ausente daqui
Como que, por um instante,
Estivesse ali.
E pude dançar a valsa.
Me despedir
Com minha última sonata...
Aquela com a qual minhas mãos,
Incansavelmente,
Destilavam nostalgia!
Loretta di Fiori.
O Sol, desanimado, brilhava com timidez à minha janela.
Acordei com saudosas lembranças em forma de melodia.
Meu coração insistiu em bater em seu ritmo...
Seria fácil fechar os olhos, balançar a cabeça
E tentar seguir o dia.
Mas não funciona assim!
Meus olhos vertiam lágrimas
E meu suspirar era com ponto de aumento!
A distância do melancólico olhar
Penetrava a vazia vista.
Não havia nada que a preenchesse!
Comecei o dia!
E no caminho dele,
Notei a falta que me faz.
Percebi, naquelas notas,
Como que os bemóis num compasso dois por dois
Fazem falta, para melancolizar ainda mais, a sutil harmonia
Dos sons.
E em eco, minhas lembranças respondiam ao compasso!
Nada mudava!
O sorriso também se perdeu no meio do caminho,
Tentando achar seu destino!
Ao parar, as mãos tocavam a melodia.
E dos olhos, a imagem ainda ficava,
Todos a compunham!
Ninguém escapava...
Pintei um retrato.
Daquele que ainda guardo!
Que prelúdio!
A valsa começou,
Não há ninguém para dançar...
Sigo assim,
A Lua apareceu em sorriso para mim!
Sim, era só para mim.
Não importa em qual lado do universo
Eu esteja,
Ela é a mesma
E sorri apenas de uma forma!
E sei que é para mim.
Sei muito bem!
Foi desta forma,
Que em relapso,
Me senti ausente daqui
Como que, por um instante,
Estivesse ali.
E pude dançar a valsa.
Me despedir
Com minha última sonata...
Aquela com a qual minhas mãos,
Incansavelmente,
Destilavam nostalgia!
Loretta di Fiori.
terça-feira, 17 de março de 2015
Ponto Morto
Em análise,
Todos os corpos tendem à sua condição de equilíbrio.
E logicamente, todos buscam o ponto morto.
A inércia.
Mais do que estagnados pelo Sistema,
Tornam-se padrão
Sem sequer,
Saberem do que está em questão.
Interrompidos pelos sons,
Pelos tropeções
E quedas
Por gastarem energia
Em nada.
Sob pressão,
Engatam o ponto morto.
Levam a vida como a julgam
Que esta deve ser levada.
Caminham na vantagem,
Sem gasto de energia.
Provocando apenas,
Entropia!
Audácia!
São cegados pelos Neons,
LEDs e Touch Screens...
Apenas para baixo
Desviam os olhares,
E mesmo assim,
Tropeçam pelos ermos sem fim.
Distraídos!
Conexões sem saírem do conforto.
Deitados, fingem sentirem-se cansados.
Irados, fingem-se contentes.
E a imagem é passada
A cada máscara usada!
Inertes!
Imbuídos em aflições,
Transparecem perfeições;
Fingem importar-se
Com o mundo.
Quando na verdade,
Querem apenas, uma ou duas curtidas.
E assim, caminham todos
Perdendo a velocidade
Em um mundo acelerado,
Por simplesmente
Estarem em ponto morto.
Loretta di Fiori.
quinta-feira, 5 de março de 2015
Pródigos
Pessoas que esbanjam o que não possuem.
Proclamam do que não sabem.
Mas arrastam perdidos,
Indecisos.
Como ídolos importados,
Se apoderam do trono
Ao tomarem posse como czares.
Insistem na
Sua geração marcada pela cobiça.
Veneram luxo,
E exalam orgulho!
Caminham pelas ruas
E destilam aromas
Repletos de ganância,
Cujo rastro atrai invejas.
Não se cansam.
Arduamente persistem
Na luta pelo poder,
Pela fortuna.
Enganam e são enganados
Sem saber.
Compram e são vendidos
Sem darem conta.
Condenados,
Vivem como pródigos,
Usufruindo de seus palácios.
Afogando olhares que se adulteram
Ao lhes desejarem.
Até que se atinam
Com o Trem-da-Solidão,
Cujo destino lhes aguarda.
Os bilhetes já foram marcados,
Não tem volta.
De onde procedem altivez e valentia?
Loretta di Fiori.
Próximos Distantes
O trem chegou à estação.
Viera de longe...
O que antes era distante,
Agora tornou-se mais próximo!
Dele descem centenas de pessoas
Que circulam pelas ruas
Da cidade.
Elas vêm e vão.
Caminham apressadamente.
Pouco se viram,
Mas, muito se preocupam.
Alguém tropeçou...
E daí, ninguém se importou!
Olham para a direita
E para a esquerda
Não com visão panorâmica.
Querem apenas saber se podem atravessar
Em segurança;
Se há mais alguém logo ali?
"Não vi"!
Faróis sinalizam a passagem
Enquanto os olhares se perdem
No que não devem.
Soou meio-dia!
Muito devem retornar à estação.
O trem partirá.
E tudo se repetirá.
Inconformados,
Alterados,
Rodeados de miragens,
Alguém só deseja meros olhares.
Dispensa falares,
Apenas uma percepção.
Um ali, outro aqui.
Muitos a frente
Milhares atrás.
Cercado por todos os lados,
E eles se mantêm distantes.
Os dispositivos que carregam
São a única fonte.
De onde emanam distrações por todos os lados.
Alguém tropeçou...
E daí, ninguém se importou!
Esse é o mundo
Onde os próximos estão cada vez
Mais distantes.
E os distantes, permanecem assim!
Loretta di Fiori.
Viera de longe...
O que antes era distante,
Agora tornou-se mais próximo!
Dele descem centenas de pessoas
Que circulam pelas ruas
Da cidade.
Elas vêm e vão.
Caminham apressadamente.
Pouco se viram,
Mas, muito se preocupam.
Alguém tropeçou...
E daí, ninguém se importou!
Olham para a direita
E para a esquerda
Não com visão panorâmica.
Querem apenas saber se podem atravessar
Em segurança;
Se há mais alguém logo ali?
"Não vi"!
Faróis sinalizam a passagem
Enquanto os olhares se perdem
No que não devem.
Soou meio-dia!
Muito devem retornar à estação.
O trem partirá.
E tudo se repetirá.
Inconformados,
Alterados,
Rodeados de miragens,
Alguém só deseja meros olhares.
Dispensa falares,
Apenas uma percepção.
Um ali, outro aqui.
Muitos a frente
Milhares atrás.
Cercado por todos os lados,
E eles se mantêm distantes.
Os dispositivos que carregam
São a única fonte.
De onde emanam distrações por todos os lados.
Alguém tropeçou...
E daí, ninguém se importou!
Esse é o mundo
Onde os próximos estão cada vez
Mais distantes.
E os distantes, permanecem assim!
Loretta di Fiori.
terça-feira, 3 de março de 2015
O piano e o Violino
O piano começou a tocar...
Suas notas eram sombrias e
Melódicas.
Pouco compassadas,
Pareciam solitárias.
O violino aparece,
E enriquece
As notas com um pouco
Da suavidade que só ele tem,
Sem perder
O drama.
Chora os compassos.
Proclama todas as dores
E sentimentos do piano
Que estava ali, a responder
Com sutileza
Aos finos acordes.
As oitavas do piano
Escorrem para baixo,
Enquanto o compasso
Se torna harmônico
Ao tocarem juntos a mesma nota!
O piano então, aparece com um rallentando
E o violino responde com o ritornello...
Eles não querem parar.
Assim, a música continua a tocar.
Até que um desliza no tom...
O outro parte a preencher o som.
E, repleto de suavidade e melodia,
O violino encanta a todos com sua rima.
E o piano então, retorna à canção.
Em Ode, chama o violino para a primeira valsa.
E juntos, compõem miríades de danças.
Enquanto que em dueto, travam o duelo.
Que som é esse?
Nunca ouviram tal composição!
Loretta di Fiori.
Suas notas eram sombrias e
Melódicas.
Pouco compassadas,
Pareciam solitárias.
O violino aparece,
E enriquece
As notas com um pouco
Da suavidade que só ele tem,
Sem perder
O drama.
Chora os compassos.
Proclama todas as dores
E sentimentos do piano
Que estava ali, a responder
Com sutileza
Aos finos acordes.
As oitavas do piano
Escorrem para baixo,
Enquanto o compasso
Se torna harmônico
Ao tocarem juntos a mesma nota!
O piano então, aparece com um rallentando
E o violino responde com o ritornello...
Eles não querem parar.
Assim, a música continua a tocar.
Até que um desliza no tom...
O outro parte a preencher o som.
E, repleto de suavidade e melodia,
O violino encanta a todos com sua rima.
E o piano então, retorna à canção.
Em Ode, chama o violino para a primeira valsa.
E juntos, compõem miríades de danças.
Enquanto que em dueto, travam o duelo.
Que som é esse?
Nunca ouviram tal composição!
Loretta di Fiori.
domingo, 1 de março de 2015
Os dois caminhos
Ela chegou correndo
E, ao fim do caminho,
Parou.
Olhou à sua direita,
Olhou à sua esquerda.
Encontrou um caminho
Para cada lado.
E se viu sem saber
Qual dos caminhos seguir.
Um, sabia que era para o seu bem.
Caminharia nele
Sem muitas dores, nem preocupações.
Afinal, julgava saber o nome de cada travessa
E para onde cada uma levaria.
O outro, era tão belo quanto,
Mas só o conhecia de ouvir falar.
Tinha anotado em seu guia
Alguns nomes de referências
Que poderia encontrar por lá;
Mas não sabia o que viria
Logo após da primeira curva.
Voltou atrás.
Começou a correr
De volta ao lugar onde sabia
Exatamente onde ficava.
Afinal, era lá de onde viera
E onde passara sua vida pretérita.
Ainda não estava pronta.
Não sabia o que decidir
Nem em qual caminho trilhar.
Os dois eram belos!
Ouvira falar de ambos.
O que julgava saber?
O esperado?
Ou o novo?
O inusitado?
Fechou os olhos,
Começou a gritar.
Um viajante caminhando em seu jumento
A ouviu desde quando partiu.
Foi ao seu encontro.
Ela estava sozinha,
Parada exatamente entre os dois caminhos.
Ele se aproxima,
E a toca.
Ela perdida,
Só chora.
Até que ele vai à frente e parte ao primeiro raio de sol,
Para o da direita.
Ela, inerte ainda, só observa.
Ele retorna,
Conta a aventura.
Ela só o observa.
No próximo raiar de dia,
Ele segue o da esquerda.
Ela, inerte ainda, só o observa.
Ele retorna,
Conta a aventura.
Ela se levanta.
E se despede.
Qual caminho ela seguiu?
O do seu coração.
Loretta di Fiori.
E, ao fim do caminho,
Parou.
Olhou à sua direita,
Olhou à sua esquerda.
Encontrou um caminho
Para cada lado.
E se viu sem saber
Qual dos caminhos seguir.
Um, sabia que era para o seu bem.
Caminharia nele
Sem muitas dores, nem preocupações.
Afinal, julgava saber o nome de cada travessa
E para onde cada uma levaria.
O outro, era tão belo quanto,
Mas só o conhecia de ouvir falar.
Tinha anotado em seu guia
Alguns nomes de referências
Que poderia encontrar por lá;
Mas não sabia o que viria
Logo após da primeira curva.
Voltou atrás.
Começou a correr
De volta ao lugar onde sabia
Exatamente onde ficava.
Afinal, era lá de onde viera
E onde passara sua vida pretérita.
Ainda não estava pronta.
Não sabia o que decidir
Nem em qual caminho trilhar.
Os dois eram belos!
Ouvira falar de ambos.
O que julgava saber?
O esperado?
Ou o novo?
O inusitado?
Fechou os olhos,
Começou a gritar.
Um viajante caminhando em seu jumento
A ouviu desde quando partiu.
Foi ao seu encontro.
Ela estava sozinha,
Parada exatamente entre os dois caminhos.
Ele se aproxima,
E a toca.
Ela perdida,
Só chora.
Até que ele vai à frente e parte ao primeiro raio de sol,
Para o da direita.
Ela, inerte ainda, só observa.
Ele retorna,
Conta a aventura.
Ela só o observa.
No próximo raiar de dia,
Ele segue o da esquerda.
Ela, inerte ainda, só o observa.
Ele retorna,
Conta a aventura.
Ela se levanta.
E se despede.
Qual caminho ela seguiu?
O do seu coração.
Loretta di Fiori.
Só sei que nada sei
E pra falar a verdade,
Muito pensei saber.
Talvez não de uma plenitude
De começo, meio e fim,
Talvez só um nada de todos eles.
Desprezar o começo por não
Saber para onde me levará;
Esquecer-me do caminho
Quando já estiver no meio da estrada.
E julgar-me ao final da história
Apenas por encontrar o primeiro ponto final.
E durante uma vida,
Acreditar que de tudo eu sabia.
Embora outrora, em tempos bem remotos,
Ninguém sabia do que eu viria a saber
Quando chegasse meu fim.
Mas esse "fim" ainda não chegou.
Caminho no meio do caminho
E jogo migalhas de pão
Para não esquecer-me de onde eu vim.
Talvez, não saiba mais nem para onde vou.
E nessa jornada, cada nuvem de existência
Trouxe-me uma história de vida.
De experiência.
Enchi minha mochila,
E minha bagagem só aumentava.
Ah! Tudo eu sabia!
Até que começou a pesar.
Não sabia o que fazer com tanta soma.
Dividir?
Multiplicar?
Talvez, diminuir, afinal, cansaria menos
Ao continuar a jornada.
Mas a cada passo,
Era algo que me somava.
Não percebia.
E lá atrás, já julgava pesado demais!
E agora, onde colocar?
Desprezar?
Ah! São tantas boas histórias.
Tantas ricas experiências!
Tropecei no meu orgulho.
Caí e me deparei com uma poça
A poça da vergonha!
Tentei enxergar
O que através dela se refletia.
Nada pessoal!
Nenhuma das coisas que trazia se espatifou.
Pelo contrário,
Só me ajudou.
Levantei,
Cambaleando ainda.
Mas notei que não caí por causa do peso
Que julgava carregar,
Mas por não conseguir distribui-lo.
Até que vi utilidade.
E passei a caminhar novamente,
E agora, crente de que
Logo ali, veria nova história
E aprenderia novas experiências.
Afinal, agora, eu já comecei a escrever
Um pouco do que já sei.
E continuo sem nada a saber.
Caminho, prossigo
Rumo a cada dia um novo saber!
Loretta di Fiori.
Muito pensei saber.
Talvez não de uma plenitude
De começo, meio e fim,
Talvez só um nada de todos eles.
Desprezar o começo por não
Saber para onde me levará;
Esquecer-me do caminho
Quando já estiver no meio da estrada.
E julgar-me ao final da história
Apenas por encontrar o primeiro ponto final.
E durante uma vida,
Acreditar que de tudo eu sabia.
Embora outrora, em tempos bem remotos,
Ninguém sabia do que eu viria a saber
Quando chegasse meu fim.
Mas esse "fim" ainda não chegou.
Caminho no meio do caminho
E jogo migalhas de pão
Para não esquecer-me de onde eu vim.
Talvez, não saiba mais nem para onde vou.
E nessa jornada, cada nuvem de existência
Trouxe-me uma história de vida.
De experiência.
Enchi minha mochila,
E minha bagagem só aumentava.
Ah! Tudo eu sabia!
Até que começou a pesar.
Não sabia o que fazer com tanta soma.
Dividir?
Multiplicar?
Talvez, diminuir, afinal, cansaria menos
Ao continuar a jornada.
Mas a cada passo,
Era algo que me somava.
Não percebia.
E lá atrás, já julgava pesado demais!
E agora, onde colocar?
Desprezar?
Ah! São tantas boas histórias.
Tantas ricas experiências!
Tropecei no meu orgulho.
Caí e me deparei com uma poça
A poça da vergonha!
Tentei enxergar
O que através dela se refletia.
Nada pessoal!
Nenhuma das coisas que trazia se espatifou.
Pelo contrário,
Só me ajudou.
Levantei,
Cambaleando ainda.
Mas notei que não caí por causa do peso
Que julgava carregar,
Mas por não conseguir distribui-lo.
Até que vi utilidade.
E passei a caminhar novamente,
E agora, crente de que
Logo ali, veria nova história
E aprenderia novas experiências.
Afinal, agora, eu já comecei a escrever
Um pouco do que já sei.
E continuo sem nada a saber.
Caminho, prossigo
Rumo a cada dia um novo saber!
Loretta di Fiori.
terça-feira, 3 de fevereiro de 2015
Rosa de Vidro
Estava ali, parecia tão forte,
No contentamento de sua solidão.
Refletia qualquer luz
Sem conseguir emitir tom algum.
Todos podiam ver-se através dela...
Era isso que a tornava tão misteriosa!
Com todos os detalhes que, impecavelmente,
Mantinham sua estrutura intacta há anos!
Não se deixava manchar pelos anos,
Ao contrário, mantinha seu terno olhar.
Sim, parecia olhar a todos,
E quando a viam,
Pouco descobriam de sua essência.
Permanecera com o mesmo bom aroma
E elegância por anos!
E o exalava sem esforço.
Ficava ali no alto,
Não podia ser tocada...
Apenas contemplada.
Mas algo parecia incomodá-la -
Ninguém sabia.
Até que alguém um dia,
Atreveu-se a tomá-la em suas mãos.
E por um instante,
Olhou profundamento aos detalhes daquela rosa
Que por ser vidro, agora parecia-lhe mais frágil.
Perdera a soberania do absoluto silêncio.
Tomou-a em suas mãos e a observou por minutos.
Tentou entender o porquê de parecer ser tão forte,
Mesmo tão sensível, que ao mínimo descuido,
Poderia quebra-se e perder-se para sempre.
Até que algo entra na sala,
Onde a rosa reinava absoluta
Nas mãos daquele ser.
Um ruído,
Uma sombra...
Um vulto
E ao chão a rosa foi-se
Depressa.
E em um piscar de olhos,
Estava ali, despedaçada.
Com seus detalhes e curvas perfeitamente entalhados,
Desfeitos pela queda.
Assim, a luz apaga-se.
E todos se vão...
Ao fim da música, só restaram pedaços,
Pedaços da rosa que afinal, era de vidro,
E que um dia encantou os olhos de quem a via
Em sua glória!
sexta-feira, 16 de janeiro de 2015
Quebra e Refaz
Há alguém ali,
Seu rosto parece vazio
E seus olhos, opacos demais.
Anda com pesar,
Afinal, a vida lhe impusera muitos fardos.
No seu corpo,
Há marcas dos lugares por onde passou.
É o que restou!
Se ouve uma voz:
"Como cheguei até aqui?
Não sou quem eu pensava que era,
Nem o que um dia eu fui".
As chagas em seu rosto
Mostram que de dores,
Sofreu pelos amores.
Nada parece alegrar
Aquela alma.
A sua harpa
Está pendurada
No salgueiro.
Seu violão perdeu o som,
E seu piano, fechado pelo tempo, ficou.
Não se ouve riso,
Nem júbilo de seu coração.
Apenas, lamentos de indecisão.
Do seu passado não quer se recordar,
E se acusa a acreditar que seu futuro vai
Raiar,
Sim, como sol, ele vai surgir no horizonte.
Seus pés, para o deserto partem.
Estão marcados pelo tempo,
Desespero!
Mas, prosseguem,
Afinal, chegaram até aqui.
A boca seca,
As pernas mancas clamam!
Mas o oásis está logo além da montanha.
Olha para o lado e não vê...
Não há ninguém ali!
Já desistiu de tudo,
Já deixou para trás...
Seu coração insiste:
"A minha carreira completarei,
Nunca, jamais serei o mesmo".
Sua alma retruca:
"Esse ser parece
Fraco demais,
Cego demais!"
"Nada disso,
É muito maior que todos os erros que cometeu no passado,
Que todos os problemas, e que todas as lutas".
Então, chega seu Oásis...
O que há do outro lado da montanha?
Loretta di Fiori.
Seu rosto parece vazio
E seus olhos, opacos demais.
Anda com pesar,
Afinal, a vida lhe impusera muitos fardos.
No seu corpo,
Há marcas dos lugares por onde passou.
É o que restou!
Se ouve uma voz:
"Como cheguei até aqui?
Não sou quem eu pensava que era,
Nem o que um dia eu fui".
As chagas em seu rosto
Mostram que de dores,
Sofreu pelos amores.
Nada parece alegrar
Aquela alma.
A sua harpa
Está pendurada
No salgueiro.
Seu violão perdeu o som,
E seu piano, fechado pelo tempo, ficou.
Não se ouve riso,
Nem júbilo de seu coração.
Apenas, lamentos de indecisão.
Do seu passado não quer se recordar,
E se acusa a acreditar que seu futuro vai
Raiar,
Sim, como sol, ele vai surgir no horizonte.
Seus pés, para o deserto partem.
Estão marcados pelo tempo,
Desespero!
Mas, prosseguem,
Afinal, chegaram até aqui.
A boca seca,
As pernas mancas clamam!
Mas o oásis está logo além da montanha.
Olha para o lado e não vê...
Não há ninguém ali!
Já desistiu de tudo,
Já deixou para trás...
Seu coração insiste:
"A minha carreira completarei,
Nunca, jamais serei o mesmo".
Sua alma retruca:
"Esse ser parece
Fraco demais,
Cego demais!"
"Nada disso,
É muito maior que todos os erros que cometeu no passado,
Que todos os problemas, e que todas as lutas".
Então, chega seu Oásis...
O que há do outro lado da montanha?
Loretta di Fiori.
quinta-feira, 1 de janeiro de 2015
História da Minha Vida (Traduzida)
http://www.youtube.com/watch?v=W-TE_Ys4iwM
Story of my life - tradução - One Direction
"Escrito nessas paredes estão as histórias
Que eu não consigo explicar...
Deixo o meu coração aberto,
Mas ele fica bem aqui, vazio por dias.
Ela me disse de manhã
Ela não sente a mesma coisa em relação à nós.
Parece que quando eu morrer
Essas palavras estarão escritas na minha lápide!
E eu vou embora hoje à noite.
O chão debaixo dos meus pés está aberto...
O jeito que aguentei firme,
Como se não houvesse nada entre nós.
A história da minha vida levo para casa.
Dirijo a noite toda para mantê-la aquecida,
Embora o tempo esteja congelado lá fora.
A história da minha vida, dou esperança a ela.
Gastei o seu amor
Até que ela estivesse despedaçada por dentro.
A história da minha vida.
Escrito nessas paredes
Estão as cores que não eu consigo mudar.
Deixo o meu coração aberto,
Mas ele permanece na sua gaiola.
Eu sei que está de manhã agora.
Nos vejo na luz sobre a colina,
Apesar de eu estar destruído,
Meu coração ainda é intocado.
E eu estive esperando por esse momento chegar
Mas querida, correr atrás de você
É como perseguir as nuvens".
Story of my life - tradução - One Direction
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